Discordâncias, consentimentos e indagações de um mundo ideológico complexo, controverso e estupidamente trivial.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Terceiro
Um coração
Me enganei. Com o tempo, você surgiu como alguém realmente fantástico. Sublime, como algumas vezes ousei te definir, sabendo no fundo que tentar te definir seria algo realmente falho. Dizem que o amor é indescritível. Sim, para mim, você vive amor, sonha amor, exala amor, escreve amor. Vejo-a como um coração que distribui para todo um corpo, um sistema meticulosamente complexo, toda a esperança de manter-se ativo. Podem dizer que sou um paranóico, que fantasio demais e superestimo tudo. Desculpe, essa só é uma forma desesperada que eu encontrei de tentar viver de forma honesta, levando em conta não só aquilo que as esferas oculares podem projetar, mas o que o coração consegue traduzir.
Sinto como se isso tudo fosse um sonho, daqueles melhores, que mais parecem um conto de fadas elevados a enésima potência. Um sonho que nunca pensei que fosse possível ter, muito menos se realizar. Melhor ainda quando esse é que lutara para tornar-se ainda mais concreto. Ali, na esperança de tentar entender um turbilhão de gritos que se aprisionavam em uma alma, já cansada e amedrontada, tu surgiste. Calorosa. Fraterna. Amando...
Seguro de que havia encontrado a minha decisão, mas temeroso pelas consequências que a mesma pode trazer, tu me amparou, indicou qual direção seguir, em que confiar. Me ensinou que nem mesmo a distância impede a mudança, a proximidade entre o ser e o pensar, e a possibilidade de abraçar um filho que nunca vistes, mas que ama sem perguntar o por quê de ter surgido em sua vida.
Contigo estou aprendendo que a felicidade é a única e mais importante conquista que alguém pode almejar. Que os caminhos são sinuosos mesmo, e para enfrentá-los é preciso muita coragem e empenho. Mesmo a dor é necessária em momentos desse tipo. O sacrifício... Vejo em ti um coração pulsante, que cultiva a paz, o carinho; bate em ritmo de alegria, divide até mesmo a tristeza para não ver uma lágrima rolar. Um coração que sabe dar um abraço apertado, que traz segurança e esperança para um admirador que insiste em acreditar que há corações amantes no mundo. Este coração que invadiu o meu, e se instalou para sempre.
Querida mulher... frágil, delicada. Grandiosa. Apascentadora. Humilde em afeto, competente em semear a alegria. Objetiva em ser amor, acima de todas as coisas! Isso não representa nem um pouco da gratidão que devo a ti, Sil, por tudo o que você fez e está fazendo por mim. Pela escuta, o aconselhamento. Por você fazer parte da minha vida! Do seu amigo que te quer muito bem.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Estranho
Já nos encontramos muitas vezes por aqui, lembro bem. Você, por vezes, se perdeu em mim, no desenho de meu corpo, aquecido pelo desejo, saciado pela paixão. Éramos atraídos pelo pecado, bem se sabia. Mas nos entregávamos.
Encontramo-nos algum tempo depois. Lábios unidos. Corpos entrelaçados, tendo batidas cardíacas extasiadas, em sincronia. Apavorei-me em alguns momentos, pois o oxigênio se tornava escasso e o seu calor me consumia.
Já tínhamos tornado-nos praxe um para o outro, como um caminho que percorríamos todos os dias. Todos os atalhos do prazer já tinham sido explorados, parte por parte. Cada vez mais vacilávamos em nossa inquietação, na chama que teimava em se fortificar mais e mais.
Chuvas vieram. Cinzas foram reveladas para nós. Vendavais distorceram todo a pavimentação que construímos. Tudo parecia, agora, tão feio, tão sujo. Soava estranho. Repelia-nos.
O sol surgira, então, e trouxera consigo novamente a luz, as cores do verão.
Mas algo realmente não habitava mais aquela paisagem elaborada por nós. Pior que isso, nada era igual. Tudo tornara-se desconhecido, estranho... sombrio. O nosso toque me causava vertigens, e um frio devastador corria por toda minha coluna. Estranhamente, sua boca ainda parecia ter o mesmo sabor irresistível, picante. Mas, agora, meu corpo já acostumara-se com tua ausência. Um estranho não me faz tão bem. Não quando você é o estranho.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Ânimo, é quarta!
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O (odiado) jogo
Cada um nutre-se do seu orgulho, e se fecha na impossibilidade de abrir mão da "razão". Afinal, este é o jogo, eleito como o melhor para agora. Cada um do seu lado, lado a lado. Combinado. Mantemos a pressão, sem motivo, por prazer, sem saber que, depois de um tempo, o cansaço chega...
Mais e mais... onde vamos chegar?
Esses conflitos tão banais, sem valor. Na verdade, custam. E muito! É custoso ter que pensar, e me odiar por ficar aqui, querendo te odiar.
Mas onde é mesmo que combinamos chegar, acima do céu? Sinto minhas asas quebradas, e não tenho nem mesmo um apoio seu.
Até quando?
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Quando chove
Você surge com a enxurrada, nítido, concreto e livre de qualquer gota de água… seco. Direto. Sua imagem age com destreza, atinge com precisão meu coração. Contorce minha alma, retirando todas as lágrimas ali acumuladas. Me faz pensar naquilo que eu deixei de fazer, nos planos que eu fiz. Traz à tona todas as minhas frustrações. Fere meu peito, pois nele há a saudade de te ter e te sentir. Te tocar.
Na chuva, eu te vejo, como uma miragem. Você está ali, presente e distante, e eu não posso te tocar. Não posso te beijar. Eu me iludo, dizendo pra mim mesmo que só isso já basta. Eu sei que não, mas eu insisto. O vidro da janela fica todo embaçado. Junto à ele está minha mão, estendida, implorando pela sua. Então começa a chover dentro de mim, uma tempestade de sentimentos nostálgicos…e melancólicos.
É por isso que eu odeio a chuva, ela só impõe você à mim. Ela tira a alegria dos dias, as cores tão vibrantes e carregadas. O que fica em seu lugar é a palidez do cinza. E o sentimento de falta. Falta de você aqui, de você em mim.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Selinho II
Seu blog é um amor: foi isso o que o Van, do "Ei! Vem cá", meu queridíssimo amigo sagitariano, que mora logo ali, disse. E eu até que acreditei, viu?! Não preciso nem dizer que fiquei muito honrado por tê-lo recebido, né?
Existem três regras para esse selinho, que são as seguintes:
1ª regra: Passar o selo para 10 blogs
Sem dúvidas, a parte mais trabalhosa. E a mais cool, também.
(Para quem não está na lista, não significa que também não seja um amor. Você nasceu do amor de duas pessoas, e o amor também te trouxe até aqui, e te fez estar aqui comigo. Portanto, todos somos uns amores! rs). Os indicados são:
- Vivian, do Alma Nua
- Lua Nova, do Chocolate com Pimenta
- Silene, do Versos Vermelhos e do Cantinho da Silene
- H. Brayan, do HB
- Pena, do Memórias Vivas e Reais
- Atreyu, do Detesto Estudar
- Vi, meu conterrâneo, do Espanta-Leão (ele que é um novato na Blogsfera, mas que tem tudo para ser um sucesso!)
2ª regra: Avisar aos 10 blogs indicados que receberam o selo
Estão todos devidamente avisados.
3ª regra: Falar 10 coisas sobre mim
Eis que são essas:
- Adoro assistir videoclipes, principalmente aqueles com featurings, e chego até a gostar de músicas que não suportava antes de ver a arte visual;
- Não levo jeito para a culinária, até meu miojo é uma catástrofe! Mas admiro muito quem possui o dom de preparar deliciosas guloseimas;
- Sou desastrado e ansioso: é difícil eu comer algo sem derrubar ao menos um grão ou uma gota no chão;
- Gosto de ficar reparando nas palavras, e chego a me apaixonar por algumas, sejam elas da língua portuguesa ou não (exemplos: enough, each, ocho, thought, edge, ahora, aire, ragazzo, balbuciar, frenesi, nostálgico);
- Gosto de ouvir as pessoas e, por isso, dizem que sou observador. Apenas fico na minha, dou minha opinião quando acho necessário, e tiro de tudo sempre uma lição. Ah, claro... e evito entrar em intrigas, pois não disparo tudo o que vem à minha mente, de sopetão;
- Eu como jiló;
- Amo abraços apertados;
- Minha cor predileta é vermelho;
- Sou fanático por cabelos, principalmente por afagá-los;
- E penso pelo menos umas 50 (ou 5, ou 500) vezes antes de fazer algo. Depois eu penso mais um pouco para ver qual a probabilidade disso dar certo. Logo após, se realmente quero fazer isso.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Destruído
Não queria isso, que meu castelo desmoronasse. Não dessa forma. Tanto zelo, tanto suor... não serviram de nada! Foi árdua a elaboração, o planejamento e a execução da obra. E uma única palavra conseguiu desestruturar tudo. Uma única palavra não dita, praticamente inexistente para mim. Extremamente necessária, mais que o oxigênio e menos que você.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Não me olhe
Amada Lua, não se canse mais, eu não te quero. Você já não me é necessária, eu sofri demais por ti. Inconstante, é isso que você é pra mim. Menos que eu, claro. Por isso, se tornou desinteressante. Vá, não olhe para trás. Não me olhe nem me queira, apenas vá.
Não tente se renovar. Nem seu brilho pode me conquistar novamente. Adoro te ver assim, toda vermelha, parecendo machucada, sofrendo por mim. Ou será isso apenas um reflexo do sentimento que a distância entre nós me causa? Adoro, então, ver meu sangue deslizando por sua massa, em suas curvas circulares.
Se um dias aprenderes a amar, promete que me ensinas? A única coisa que aprendi foi a sonhar: contigo, com meu outro amor e com nossas impossibilidades. Eu sou limitado, e você é assim, uma Lua toda, tão perfeita! Essa sua perfeição é que me cega, e te deixas insuportável, azeda. Siga em frente, sem um peso a mais para te impedir de ser amor e viver amor.
Já te disse, não quero que fique aí me espionando.
Vá embora. E me leve contigo!
Ou acabe com tudo...
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Lágrimas
Explorar. A lágrima tem a missão de desvendar os caminhos de todo o rosto até chegar ao final de seu percurso, seja ele o chão, a roupa que paramenta aquele que a concebeu ou algum dedo que surge como pavimentador, ou mesmo consolador. Não importa se essa surge de motivos bons ou ruins: a definição de bom ou ruim pode ser muito subjetiva, levando em conta o momento, a pessoa… e a lágrima.
Há momentos que elas caem, deslizam por nosso cútis sem motivos, simplesmente por instinto. Ou, por necessidade. Acreditei naquilo que disseram um dia, que elas tem o poder de purificar até a mais devastada das almas. Será verdade? Não sei! Minha mente já passou por dias muito turvos. As gotículas podem ter se diluído nesse momento, mas foram capaz de me libertar. Até a próxima vez que o rio dos meus anseios viesse a transbordar de novo, e o desespero me afligisse.
Não venho aqui para falar de tristeza, muito menos de alegrias. Só quero dar às lágrimas seus tão merecidos méritos. Qual homem, até mesmo aquele que se diz o mais forte, nunca derramou uma só que seja, nem que fosse em seu nascimento? Elas nos acompanham desde o nosso surgir. Muitos a temem. Por que temer? Medo de se enfrentar? De se descobrir? Será o temor ao fracasso? À frustração? Ou à realização?
E as lágrimas do mundo, quem é capaz de enxugá-las? Agora eu inverto a questão: quem é capaz de parar de ferir nosso berço natural? Qual o homem que consegue deixar de colocar-se à frente de todas as ações ou de todas as intenções? Quem é capaz de amar? Não falo do “amor-sentimento”, mas sim do “amor-ação”. É possível doar um pouquinho de si para preservar aquilo que é externo? Ou para preservar o outro? É mais fácil extorquir as lágrimas dos outros, não é?
Me pergunto aqui, “E se as lágrimas fossem como o mel?” Doces, irresistíveis…Como seria a sensação de chorá-las? Seria possível resistir ao doce sabor da dor? Ou do amor, da paixão, da alegria, da tristeza, ou da agonia.
Muitas vezes não conseguimos libertar-nos, expulsar as lágrimas que existem dentro de nós, esperando o momento certo para inundarem nossos olhos… e cair. E quando elas caem, somos nós que nos levantamos. E seguimos… O que acontece, então, com as lágrimas internas? Isso, aquelas que ficam ali, aprisionadas, decepcionadas por não aflorarem. Qual o seu efeito em nós? Quantas dessas será que o coração consegue armazenar? O meu coração já está doendo. Será um mau sinal?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Wannabe Salander
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Lisbeth Salander (interpretada pela atriz Noomi Rapace) |
Sueca, nascida no dia 30 de abril de 1978, uma pálida e anoréxica, jovem, com cabelo curto e bagunçado, piercings no nariz e na sobrancelha. Tem uma tatuagem de vespa no pescoço, uma tatuagem de laço em volta do bíceps do braço esquerdo e outro no seu tornozelo esquerdo. Também possui uma grande tatuagem de um dragão que surge em seu ombro esquerdo e termina próximo a seu quadril.
Filha de Agneta Salander Née Sjölander e irmão gêmea de Camila Salander, possui grande habilidades intelectuais, apesar de seu gênio um tanto quanto forte. É uma respeitada cracker, integrante da "Hacker Republic"; é conhecida como "Wasp" (vespa, apelido atribuido à ela por sua velocidade na prática do boxe) no meio dos Hackers. Trabalha para uma empresa de segurança da Suécia, fazendo investigações incríveis e que superam a expectativa de qualquer um que a vê.
Juntamente com Mikael Blomkvist, jornalista e sócio da Revista Millennium, consegue descobrir vários segredos e desbancar muitas pessoas que fazem parte da "fatia podre" da Suécia, inclusive do meio policial.
Depois de uma surra selvagem que deixou a mãe de Lisbeth com danos cerebrais permanentes, Lisbeth, aos 12 anos de idade, atacou seu pai, que estava em seu carro, jogando-lhe gasolina (que estava dentro de uma caixa de leite) e um fósforo aceso - assim, um coquetel Molotov, na fuça do porco do pai dela! Isso com 12 anos!
Devido a isso, seu pai providencia uma maneira de interná-la em uma clínica psiquiátrica de Uppsala, na Suécia. Enquanto estava lá, foi colocada sob vigilância direta do psicólogo principal, Dr. Peter Teleborian, um pedófilo que a manteve pressa por dois anos por conta de seu desejo sexual reprimido por ela.
Após um tempo, foi colocada sob a tutela de Holger Palmgren, um advogado, que a tinha como uma filha. Ele, porém, sofreu um derrame e foi considerado incapaz para manter-se como seu tutor, então, foi sucedido por Nils Bjurman.
Bjurman se revela um sádico que a obriga a fazer sexo oral em troca de seu próprio dinheiro - que é controlado por ele - para qualquer coisa que seja. Ele acabou estuprando-a, sem saber que ela estava com uma câmera escondida. Ela cobra sua vingança por esse estupro dias depois, por amarrá-lo, e torturando-com um objeto - assim como ele fez com ela -, e fazendo uma tatuagem em sua barriga que diz "sou um porco sádico, um pervertido e estuprador" (I am a sadistic pig, a pervert and a rapist). Forçou-o a assistir a fita que ela gravara dias antes e ameaçou divulgar uma cópia aos tribunais, e a imprensa, caso ele não a deixasse tomar conta do próprio dinheiro, ou caso algo acontecesse a ela.
Ela chega a odiar os homens, em certos casos.
Bom, eu sou gêmeo; tenho uma memória quase que fotográfica - acho que ainda é de uma câmera analógica; ainda não tenho um dragão tatuado, mas pretendo ter um dia; tenho apenas um piercing na orelha direita; adoro informática, mesmo não sendo um hacker. Será que eu posso tentar ser um Eric Salander? Nem que seja uns 25%, já é de bom tamanho para mim!
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Protegida
Se for preciso, grite! E se isso não for o bastante, chore: isso te libertará.