Discordâncias, consentimentos e indagações de um mundo ideológico complexo, controverso e estupidamente trivial.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
365 dias até aqui
Sempre fazemos uma análise de como foi o ano que se vai. Consideramos as conquistas, mudanças, novidades e até as tragédias que aconteceram durante seu desenrolar. A maioria das teses são baseadas em algum interessante - próprio, diga-se de passagem.
Eu mesmo, acho que 2010 foi um ano incrível. Cresci muito durante esses 365 dias. Chorei algumas [tantas] vezes. Sorri outras milhares. Conquistei, à mim e outras coisas, alguns sentimentos. Caminhei, dando os primeiros passos para o meu futuro. O que melhor obtive, foi um melhor conhecimento sobre minhas capacidades e a chance de enfrentar alguns desafios.
Mas e o mundo? Qual foram os benefícios que esse ano que já é velho acarretou? E aqueles nossos votos de prosperidade, paz, fraternidade e amor do final de 2009? Foram eles postos em exercício? Houve a doação do "eu" para o irmão?
Houve violência em 2010: contra a mulher, que tiveram que pagar com sua vida algo que nem mesmo "deviam". Somado à isso, tivemos a intolerância para com as minorias. Recebemos a resposta da natureza aos nossos atos. Assim como a ferimos constantemente, fomos aniquilados, oprimidos. Estamos sofrendo as inconsequências de alguns.
2010 teve o brilho da Copa, um evento mundial. Nosso país não triunfou dessa vez. E a África? Será que agora ela poderá ser vista como um país de verdade, onde há seres humanos, civilizados? Deixará ela de ser o berço das riquezas provindas da exploração humana e natural? Poderá ela enfrentar o dilema da AIDS?
Tivemos uma mulher eleita como presidente. Um presidente que deixou seu posto com popularidade recorde. E a sociedade? Continuará sendo vista como um grande conjunto de fantoches, que são de fácil manipulação e indefesos?
A evolução tecnológica andou à milhões. O que dizer da melhoria nas concepções humanas e intelectuais? O senso crítico?
E o amor? Quanto mais ele poderá resistir à banalização de tudo, de todos?
2011 tem tudo para ser mais um ano como os outros. Só há um fator capaz de fazê-lo diferente: nós! Cada pensamento. Cada conversão. Toda doação, não financeira, mas espiritual e fraterna. Ação por ação, por menor que seja. Uma grande mudança só se inicia à partir da iniciativa de um ou de muitos. O que você fará para que 2011 seja um ano realmente bom? Quais as suas expectativas para nosso mundo nos anos que virão? Pense nisso!
Desejo à cada um que ler esse texto um novo ano digno, repleto de paz, carinho, amor, solidariedade, compaixão e respeito. Espero que todos tenham muita saúde e uma vida reta, baseada na valorização do amor e de seus benefícios. Brindemos pela vida!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Descomplique
Sempre é assim, fazemos tudo aquilo que podemos
É certo que nem sempre é o que queremos
Uma abstnência, uma vontade ou uma omissão
Mas o que nunca se recebe é o perdão
E o que nunca se ouve é o coração, sempre a razão.
A complexidade de tudo nos agrada…
Quanto vale a lágrima da pessoa amada?
Não vejo graça na arte de fazer sofrer!
O que você realmente sente ao me ver?
Toda a alegria
Cada melodia
Os fragmentos de todo o nosso amor
Nada ameniza o que sinto agora: dor.
Será isso verdadeiramente preciso?
Um único ato teu me conforta e acalma
É tão difícil assim distribuir um sorriso?
Mas não venha com nada superficial: quero descobrir até a cor de tua alma!
sábado, 20 de novembro de 2010
Selinho
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Mais um passo
No momento, a única razão para a minha felicidade é ver o seu sorriso. O seu lindo e atraente sorriso, que complementa monumentalmente o seu rosto, com aqueles lindos olhos verdes e a pele clara. Que conta com um cabelo macio e fino, que se espalha por sua cabeça. Ah, aquele olhar penetrante e apaixonante! Ele me desvencilha por completo quando se direciona à mim, e quando aqueles doces lábios se encontram com o meu, fazendo-nos mais ainda sermos nós dois apenas um.
Foi tão bom poder acordar logo pela manhã e encontrar ao meu lado o desenho do corpo dele, delineado pela pouca iluminação. Foi muito bom compartilhar o meu calor, o meu desejo e meu viver com ele, mesmo que tenha sido por alguns dias: uns dos melhores dias da minha vida! O sentir a minha pele encostada à dele, com nossas respirações unidas. O ouvir aquela voz aconchegante me dizendo: "Te adoro!"
E ficou a certeza que, quando eu me sentir "só", eu não estarei, pois ele já está ao meu lado, em todos os momentos. No meu coração!
Reticências...
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Distância
(latim distantia, -ae)
Afinal, o que é realmente a distância? Como ela realmente se evidencia em nossas vidas?
Penso diversas vezes comigo sobre o quão distante está uma pessoa de mim, geograficamente. Não uma pessoa qualquer, um mero conhecido... falo de pessoas que me fazem bem: um ente querido; um grande amigo, que está ao meu lado em bons momentos e, principalmente, nos piores possíveis, sempre me apoiando; ou, por que não, da pessoa amada. Como agem os vários quilômetros que separam-nos, que fazem o papel de intermediários entre nós? Podemos perceber isso de diversas maneiras, seja pela solidão, pela melancolia, ou mesmo pela nostalgia. Podemos enfrentar essa situação de inúmeras formas, desde o fato de ficarmos esperando que o tempo aja ou de lutarmos contra essas forças e nos mantermos mais perto dos outros: basta levarmos no coração, um lugar aconchegante e seguro, quem quisermos. Assim, poderemos nos aproximar mais. Muito mais.
Há também momentos em que há um distanciamento físico/emocional. Ora por divergências e insistências que só tendem a deteriorar o ser humano, ora por conformidades, por uma mera satisfação com coisas banais e de agrado pura e simplesmente favoráveis ao próprio "eu" (o cultivo do ego), ora por empecilhos que a própria vida nos impõe, de barreiras que nos impossibilitam de tentar seguir adiante. Alguns poderiam ser resolvidas pela luta e serem facilmente superados. Outros, porém, tem o incrível poder de nos dilacerar, de nos ferir impetuosamente em caso de insistência, de uma tentativa de superação. Cada qual ao seu tempo, com seu grau de dificuldade. Com um pedaço de si que fica para trás somente por estar vivenciando tal distanciamento.
Pior que tudo isso, é quando você faz de tudo para se manter próximo a alguém. Quando quer mostrar para este alguém e para a própria vida que tudo tende a dar certo, e que só depende de vocês para isso acontecer. Contudo, quanto mais você faz para alcançar tal proximidade, maior a diferença que se cria entre "um" e "dois". Talvez não seja culpa do outro. Talvez seja. Talvez a distância seja o melhor que você possa cultivar desse alguém. O melhor para os dois.
Agora, o que mais me indaga e mais me confunde: como se dá o fato de você se sentir distante de si mesmo? Como é possível que eu possa me sentir perdido em mim, querendo me encontrar em algum canto, querendo seguir adiante, mesmo sem saber onde quero chegar? É normal que isso aconteça? É normal sentirmos que estamos contrariando os nosso propósitos, ideais? Seria apenas medo? Ou isso seria apenas mais um teste que a vida nos impõe?
De qualquer modo, eu preciso me encontrar o mais rápido possível. Preciso me aproximar de uma razão que me motive a buscar meu caminho. Só quero poder encontrar a felicidade no final do caminho. Será que é pedir muito?
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Engajando-me
Chegou avassalador, sem pedir permissão para entrar e acomodou-se. Acomodou-se no mais precioso lugar que possuo e, ali, será muito bem mantido. Me encantou, com extrema facilidade, diga-se de passagem. Se provou maior do que eu idealizei ou estereotipei: surpreendente em todos os aspectos. Permitiu-me, mais uma vez, ter a esperança de lutar por algo que me pareça conveniente. Algo construtivo e palpável, sem ilusões e martírios.
Eu sei que no começo, que eu insisto em chamar de "ponto de partida", tudo tende a se desenrolar da melhor maneira possível, até que cheguem as descobertas. Contudo, eu tenho a convicção de que será do meu feitio, como já foi em outras vezes, ignorar as "sujeiras" que forem aparecendo durante o caminho: não sou daqueles que vive unica e exclusivamente para apontar o erro do outro ou me relacionar com tal aspecto. Eu busco aquilo que a pessoa tem de melhor em si, extraio dela a mais doce essência e saboreio-a, lentamente. De corpo e alma.
E, assim, começo a escrever um novo capítulo da minha trama, com uma nova personagem, um novo - ou não, necessariamente - enredo e com o mesmo objetivo de sempre: a felicidade!
Reticências...
sábado, 6 de novembro de 2010
A viagem
Ele, Reginaldo, esteve presente durante toda a minha infância. Chegou até a exercer o papel de pai que eu tanto precisei. Pode até não ter tido uma longa história ao lado de minha mãe, mas soube amá-la enquanto pode. Ele era uma pessoa boa. Lutava por um mundo melhor. Amava as pessoas. E eu o amava, apesar de não ter tido mais tanto contato com ele quando veio o crescimento.
Por um descuido dele com a saúde, e pelo descaso de uma empresa que o abandonou em um momento crucial, as coisas se tornaram irreversíveis, irremediáveis. Empresa esta que ele sempre vestiu a camisa, derramou seu suor... onde ele, provavelmente, tenha desenvolvido o câncer, por trabalhar com produtos químicos. Mas o dinheiro sempre fala mais alto. A ganância predomina, e os bons sucumbem.
Aqui ele deixa uma esposa, um filho de 6 meses e a dor por sua perda para os familiares e amigos. Fica, para nós, a esperança de que tenhamos a dignidade de vivermos em paz, e de morrermos da mesma forma. Que ele descanse em paz, em um lugar que seja belo e onde ele, enfim, poderá viver sem a tortura e o sofrimento. Sem o desespero de viver neste nosso mundo decadente. Que Deus o abençoe e o acolha em teus braços!
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Green Day
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Eu, Daniel e Talita |
sábado, 30 de outubro de 2010
Descobri
Ah! E eu também soube que concedo a autonomia para me tomarem o controle, as rédeas psico-interiores. Que o que me transforma e me renova é o estar junto, sentindo [e descobrindo] a pulsação do outro, o fluxo do ar que inspira um coração para manter-se em pleno funcionamento e, também, uma alma, em [quase] constante sofrimento. Mas que fique claro que este sentimento, para mim, é algo muito mais intenso e subversivo: degusto-o com gozo e fome de quem precisa muito daquilo, afinal, eu permito-me ser assim, simplesmente complexo.
Só ainda não descobri o que eu realmente sinto por ti. Mais que isso: ainda não descobri aquilo que sinto por mim, ou o que sinto que quero, ou o que sinto que preciso. Neste exato momento, o que eu quero é você ao meu lado. O que eu preciso, é definir o que eu quero em você. Já o que sinto por mim... bom, eu sinto que estou em constante descoberta. Descubro-me mais que respiro!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Eu não entendi, Direito!
Contudo, há pessoas muito orgulhosas e arrogantes que não conseguem aceitar uma crítica CONSTRUTIVA sobre algo empreendido por elas. É muito mais fácil remoer-se de rancor e devolver a sua ajuda na forma de um disparate, criando um confronto eminente. Sem contar que isso é até emocionante e radical, e até concede um certo sentimento que eleva o tão adorado, idolatrado e cultivado ego.
Ainda por cima, isso tudo impõe um clima chato no ambiente e deixa tudo muito polarizado em um local onde o que mais se preza a aceitação e que tem como principal meta o APRENDIZADO.
Eu não quero me fazer de vítima e nem desabafar e amaldiçoar o mundo todo severamente, não. Só fico p*to da vida quando você age de boa fé com as pessoas e elas não identificam isso, interpretam isso de outra maneira e tentam te jogar contra outras pessoas. Também não admito desistir de algo fácil: se querem guerra, guerra terão! E não irei descansar enquanto a justiça não for feita. Posso sair perdendo muito por isso, mas minha maior missão é fazer que a "sabichona" entenda o real significado da palavra "aprendizagem". Lexicamente e não-lexicamente!
*****
O que acontece com o pessoal que atua na área juridica, hein? Não sei, mas esse pessoal não deve saber o que realmente significa agir plenamente e sem prejudicar ao outro ou a si mesmo. Deve haver uma redoma que os circundam tão consistente que ali só possa penetrar a presunção, o orgulho, o rancor, a prepotência e o instinto de "superioridade" da "raça". É incrível que é algo meio inato, porque até mesmo os que ainda nem estão inseridos nesse contexto já fazem jus ao "perfil".
Quero deixar claro que eu não tenho nada contra ninguém que atue nesse ramo. Muito pelo contrário, já pensei e penso inúmeras vezes sobre a possibilidade de me especializar neste segmento. Mas, de três advogados ou estudantes de direito que eu conheço, dois demonstraram perfeitamente inúmeras características que eu citei anteriormente. Será que é uma rixa de Administradores x Advogados/Juízes? De qualquer forma, isso não é nada saudável.
*****
Bom, minha semana turbulenta finalmente se encerrou!
Ela foi muito cansativa e estressante, devido a quantidade de provas acumuladas em um período muito curto de tempo. As provas em si foram até fáceis, até mesmo a de economia - esta de economia serviu para confirmar a minha tese de que o professor que nos ministra essa aula tem um instinto psico-maquiavélico.
Agora, só faltam as apresentações dos seminários, que, provavelmente, iniciarão no meio de Novembro. Dos três que teremos, nenhum está totalmente concluído; eles estão quase caminhando para isso.
Esta semana está acontecendo a 8ª Mostra Acadêmica da Universidade, e eu não irei participar - acho. Só irei amanhã para auxiliar uma amiga nos estudos para a prova dela de Contabilidade, e na sexta-feira para tentar descobrir qual foi a minha nota na prova de Economia (foi tão fácil a prova que eu estou me cagando para saber a nota! rsrs).
Ahhh!... Eu irei começar a tirar a minha carteira de habilitação, provavelmente essa semana. Estou tão contente! Até parece que eu sou gente de verdade! hahahaha
sábado, 23 de outubro de 2010
Clarice vos fala
Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
Sou paciente mas profundamente colérico, como a maioria dos pacientes. As pessoas nunca me irritam mesmo, certamente porque eu as perdôo de antemão.
Gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo.
Nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca nela tivessem entrado?
Tenho uma paz profunda, somente porque ela é profunda e não pode ser sequer atingida por mim mesmo. Se fosse alcançável por mim, eu não teria um minuto de paz. Quanto à minha paz superficial, ela é uma alusão à verdadeira paz.
Outra coisa que esqueci é que há outra alusão em mim – a do mundo grande e aberto.
[...]
Meu amor pelo mundo é assim: eu perdôo as pessoas terem um nariz mal feito ou terem lábios finos demais e serem feias – todo erro dos outros e nos outros é uma oportunidade para me amar.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Sinto falta
Faz falta passar um momento de paz, como aquele nascer do sol que não acompanhamos, mas que vivenciamos juntos, entrelaçados entre pernas e braços, aquecendo-nos em corpo e alma. Amando-nos pura e intensamente, mesmo que por uma noite. Ou por um segundo. Por um beijo, carinhoso, cheio de felicidade. Cheio de paixão e desejo. De apreço e vontade de conhecer mais o outro, de desvendar o seu interior. Ou melhor, de apenas confirmar aquilo que já era sabido, pois seus olhos, seus lindos e brilhantes olhos castanhos, decifravam os meus em uma fração de segundos. Visualizavam até cada pedaço da minha alma que se entregava a ti, por meio de um sorriso acanhado, mas que queria transmitir um motivo para você me pegar nos braços e não largar mais.
Ah, como eu sinto falta de você! De ter tido você por tão pouco tempo ou de não ter tido a oportunidade de ser somente seu, dia e noite. É, eu sei que a culpa foi inteiramente minha, que resisti veementemente me entregar a ti, e sinto arrependimento por isso. Agora me conforto na minha solidão e nas lembranças que você deixou. Lembranças incríveis, as melhores que guardo em meu peito.
Mas você sumiu... partiu para algum lugar onde nossas almas não conseguem mais estabelecer uma conexão, deixando a minha somente em pranto. O único lugar que te encontro, são em meus sonhos. Até mesmo naqueles que tenho em um mero piscar de olhos, que se tornam intensos só por lembrarem você. Só você, que é inesquecível.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Bomba Relógio
terça-feira, 19 de outubro de 2010
K-kinda busy
Hoje: Avaliação de Estatística Teórica - acho que esta não será tão complicada... só preciso estudar um pouco.
Amanhã: Avaliação Estatística Teórica - já esta, está me apavorando um pouco, pois, sempre que entro no laboratório de informática, tenho amnésia instantânea.
Quarta: Entregar um trabalho no SENAI - só falta terminar de digitar uma folha de caderno.
Quinta: Entregar uma parte do seminário de Sociologia - este já foi praticamente consumado na parte anterior que a professora [doida] pediu, mas, por pura burocracia, teremos que destrinchar o que já foi feito.
Sexta: Avaliação de Economia - esta sim está me apavorando! Eu já dei uma olhada em uma das avaliações que esse professor aplica e ela deve ter no mínimo umas 25 cabeças! MEDO
Além desta semana: Incorporar a entrevista feita sobre o trabalho de liderança no seminário de Organização do Trabalho e Tecnologia.
Incorporar as pesquisas feitas sobre a Educação Brasileira no seminário de Sociologia.
Elaborar mais questões a serem feitas na entrevista de Estudos Interdisciplinares I.
Avaliação de Contabilidade, na próxima semana, Segunda-feira, 25.10.
É muita junta coisa para uma cabeça só!
Devido à isso, andarei meio distante do Blog por esta semana, mas não deixarei de estar visitando as páginas de vocês, meus caros amigos leitores.
Um abraço.
sábado, 16 de outubro de 2010
Verde sorriso. Verde paraíso.
E quanto àquele sorriso, então? Ele, simplesmente, consolida todas as mensagens e vibrações que os tão risonhos círculos verdes me sussuram - pode até parecer redundante, mas não há redundância que me desencante de rever aquele belo sorriso. Este me transforma em certeza: a de querê-lo. Mas nem sempre o queremos, temos. Às vezes, não é aquilo que precisamos, é somente o que desejamos. Ou, então, é o que imploramos, praticamente como o oxigênio demandado para o fluxo respiratório, mas não podemos ter, por um mero capricho do destino.
Eu tenho plena convicção do que quero: o sorriso daquela alma acolhendo cada pedaço do meu ser, com calma. Me confortando na serenidade daquele espírito, tranquilo, pacífico. Tornando-me, a cada instante mais, um eu nele mesmo. Eu não me importaria nem um pouco de viver nele, por ele e para ele. A aura daqueles olhos, daquele sorriso, me saciariam por toda a eternidade: de um segundo, terceiro, quarto... minuto... hora... dia... de uma existência.
E como verde é sinal de esperança, espero ansiosa e pacientemente por um único momento mergulhado naquele terno sorriso. Fixado naqueles olhos verdes-esmeralda. Meu mundo seria mais verde naquele verde-paz. Verde-mais. Verde-tudo. O verde do meu mundo!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Pensando bem
Como é possível nos privarmos tanto do mundo quando estamos enamorados à alguém? É algo tão automático. Simplesmente, quando nos damos conta, passamos a viver em função do outro. O problema é que vamos nos machucando ferozmente por dentro, mas de uma forma ao mesmo tempo "silenciosa", que não nos alerta o estrago que estamos causando à nós mesmos e àqueles que tanto estimamos/estimávamos.
É típico da minha personalidade me relacionar intensamente com as pessoas que tenho um certo convívio ou uma determinada ligação afetiva. Os meus amigos - depois da minha família -, são os meus tesouros, que ficam guardados sob sete chaves e que ninguém além de mim conhece o lugar onde ficam. Eu prezo muito o envolvimento - mais que isso, o comprometimento - entre dois seres, mesmo que seja apenas por uma simples relação de amizade ou por outro caso de amor incondicional. Considero ambas situações, ou qualquer uma que fique entre as duas, ou que não seja nada disso, importantes. A real amizade é algo muito digno, raro e precioso.
Só que é engraçado como nos desfazemos dessas nossas preciosidades quando encontramos a "tampa da nossa panela". Com uma espantosa naturalidade as colocamos em segundo, terceiro, quarto plano em nossa vida, na nossa realidade. Porque quando estamos em harmonia com nossos "docinhos de coco", o que importa são apenas as carícias, promessas e beijinhos que são distribuídos à torto e à direito. Acontece que amigos não são nada - nada mesmo - "ingênuos" e sabem que tudo isso passa. E adivinha quem serão os primeiros a serem chamados para dar um help em um momento de desespero? Exatamente, os Super-Amigos!
Alguns nos perdoam, e nos recebem de braços abertos para uma nova chance de tentar fazer as coisas voltarem à normalidade. Outros guardam mágoas no coração, que podem ter se ferido durante a trajetória em que houve o distanciamento entre as partes. Cada um tem uma ação e uma reação para cada caso. Porém, eu, matutando aqui comigo mesmo, me sinto meio culpado por ter "perdido" certos "aliados" meus no percurso. Sabe, ter deteriorado nossa relação? Me sinto até como um "traidor", por ter deixado de lado algumas das minhas "preciosidades". Mas eu acredito que devemos ter uma segunda chance na vida, sempre. Claro, há coisas que não tem como ter essa nova oportunidade. Mas creio que nesse caso, é até saudável tentarmos reverter uma situação que não é tão trágica, afinal, uma amizade que se preze suportaria um pequeno deslize desses. Tudo bem, tudo bem... eu admito, foi uma bela de uma derrapada. Contudo, somos todos passíveis ao erro, e não sabemos se amanhã poderemos estar do outro lado, arrependidos por ter cometido uma besteira. E juro por tudo que é mais sagrado: agora eu realmente aprendi que não há amor que substitua uma sincera e agradável amizade, onde há constantemente confiança e perdão. E doação, principalmente.
A vida é assim, fazer o que? Só aprendemos quando levamos algumas bofetadas na cara. Acabo de levar várias dúzias.
Perdoem-me, amigos!
*****
Update:
"Quando alguém começa a namorar e deixa de lado os amigos, isso é sinal de que esse relacionamento se tornou um esconderijo em vez de proporcionar descobertas e aprendizados em conjunto. Manter os amigos é fundamental para estimular o crescimento do indivíduo."
É... acho que eu vivia me escondendo, então!
Agora fica o aprendizado para que isso não se repita futuramente.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Infância
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Ô caipirinha arretado, sô! |
domingo, 10 de outubro de 2010
Sonho encantado
do subterfúgio
dos nossos erros.
Dos meus receios.
Me afago em pranto
e em seus encantos.
No calor dos teus braços,
que faz de nós dois um laço.
Sempre imploro para que ele não se encerre,
pois isso fere.
E quando te beijo
me torno desejo.
Aí eu bocejo...
Hora de acordar.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Êxito em hesitar
há muito mais que apenas afastamento.
São várias as vírgulas que nos separam
e que nos dão um tom de pausa.
Eu paro.
Penso.
Hesito.
Desisto.
Desisto de resistir,
de tentar controlar meus impulsos.
Prefiro ceder-me aos teus sorrisos:
eles me encantam.
E teus dizeres, então?!
Eu vacilo.
Cambaleio.
Respiro.
Só mais um suspiro:
de amor.
Um novo período,
com os mesmo sujeitos.
Talvez os predicados não sejam os mesmos,
mas a minha oração sempre é:
peço sempre que Deus me proteja,
que me mantenha firme, em pé.
Eu te beijo.
Te desejo.
Te necessito.
Mas hesito.
Depois, desisto.
E ponto final.
Sem mais exclamações
ou interrogações.
Pois questionar se está certo ou não
só me deixa mal.
A única coisa que quero é te amar.
Sem hesitar.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A ligação e o coração
passadas em claro.
Uma lua vermelha,
usada para estancar nossas feridas.
Quero sentir o calor dos teus braços,
que me envolvem e me protegem.
Sua respiração,
que já se unificou com a minha.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Amor platônico
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Arrogância e intolerância: uma dupla explosiva!
O primeiro fator - que considero menos destrutivo que o outro, mas que é igualmente corrosivo ao homem -, é simplesmente uma forma de agir/pensar, que impede o "autor" de, às vezes, experimentar a real situação das coisas ou de novos conhecimentos, pois a sua forma de ser é superior a qualquer outra que se oponha à mesma. São os vulgos "donos da verdade", que, no meu ver, devem sentir algum prazer, êxtase ou qualquer sentimento que os incitem a se posicionarem dessa forma, menosprezando tudo aquilo que lhe é "exterior". Tenho um palpite um tanto cético quanto à esses "sabichões": não passam de idiotas, que não tem a humildade de, ao menos, ouvir o que o outro tem à lhe dizer, e que poderia acrescentar algo para sua vida ou abrir seus olhos para que não caiam no engano. Medíocres, que se impõem sobre aquilo que seu próximo pensa, achando que têm o direito de controlar a forma dele ser.
Já a intolerância, pode se manifestar tanto nesses "seres superiores", na forma de um pacote promocional, quanto em pessoas que não manifestem arrogância em sua personalidade. Porém, essa é altamente aniquiladora, penso eu. Trata-se da característica de certas pessoas que não toleram ouvir, ajudar, se relacionar com aqueles que convive, e que valoriza seus interesses acima de tudo. São os nossos queridíssimos "pavios-curtos". Não é raro ver alguém que tenha essa péssima "qualidade", não. As famílias atuais têm muito disso, as relações de amizade e afetivas, e até a sociedade, que está cada vez mais bruta e violenta: já é comum vermos atrocidades cometidas por banalidades que não pagariam nem por uma milésima parte de vidas que são tiradas - e, para mim, vidas não tem preço!
O pior de tudo é quando essas duas "máquinas mortíferas" unem forças. Aí não há santo que as segurem! Fruto dessa união, teremos atentados contra a essência dos homens, direcionados ao extermínio da vida e da felicidade, sejam por atrocidades que as "roubam" dos outros ou por simples "represálias" que escravizam ambas as partes, que se vêem presas e não podem fugir dessa triste realidade, que só corrompe o nosso mundo: uma camada como presa, que é abusada, e a outra, como predadora. Além disso, estamos em uma difícil situação, que já se tornou irreversível e não nos permite nada além de uma mera estancação para minimização dos estragos causados pelo descaso de tais "seres abençoados".
Onde é que vamos parar com tudo isso?
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Saudosismo
Queria tanto poder experimentar novamente certos momentos, sentimentos e sorrisos. Respirar novamente certos amores e amigos, vários abraços e beijos. Estou transbordado pela nostalgia!
Esse último sábado, estávamos a Daia, o Sulivan e eu, no grupo de jovens, conversando sobre as outras épocas - bons tempos - que aquele grupo já viveu. A Daia é uma das veteranas, pois participou do 1º encontro realizado; o Sulivan, do 2º; e eu, do 3º (o grupo está caminhando para o 10º encontro, que ocorrerá no próximo final de semana). Portanto, quer queira, quer não, os 3 juntos temos muuuuuuita história para contar. No vai e vem do diálogo, levantamos os mais diversificados assuntos, momentos, as intrigas - sim, até elas - e amizades. E sabem de uma coisa? Não me arrependo de nada que eu possa ter feito e que fiz. Só me arrependo de não ter feito em dobro, triplo, quádruplo,...!
Amizades: Ahhh, que falta fazem os amigos de antes! Alguns ainda dão o ar da graça e ainda fazem parte da minha existência. Mesmo esses que permaneceram, não são como antes. Por quê? Era tão bom tê-los junto à mim. Por que cada um, no final das contas, tem que seguir para um caminho? Não gosto disso. Odeio isso. Quero todos os meus amigos ao meu lado, para sempre, até que a morte nos separe. Na verdade, sempre os terei em um lugar que ninguém pode sair, mas, pelo contrário, cabe sempre mais um: meu coração.
Alegrias: Essas que, em grande parte, foram vivenciadas em conjunto com os inseparáveis amigos. Momentos eternos, que são recordados sempre e cada vez mais no meu coração e na retina de meus olhos. Que também me fazem seguir em frente intangível, ou tentando ao máximo não me deixar abalar. Impossível, visto que possuo esses seres abençoados e tais momentos imensamente gloriosos.
Amores: Eis que entro em um beco muito difícil de lidar e de saber até que ponto são saudáveis para uma "reencarnação". Alguns podem ter dilacerado meu frágil e humilde coração, mas foram, inegavelmente, excepcionalmente poderosos para corroborar na criação do atual Eric que vos escreve. Outros, porém, foram - e são - imensamente proveitosos, inesquecíveis, irrevogáveis, irresistíveis e irreconstituíveis. Singulares, intensos somente naquele momento em que existiram. Eternos enquanto duraram. E o pior de tudo, esses são aqueles que mais cobiçamos ou pleiteamos para tentar reviver. Mas... já exerceram as suas funções no seu devido tempo de duração.
Até a família, que é nosso amor eterno - pelo menos para mim -, já não se comporta como antes. Agora eu, o queridinho dos olhos da família - no meu caso, eu e meu irmão gêmeo -, cresci e sou adulto. Opa! Adulto?! Quero minha mãe! Quero colo!
Mundo: Até os tempos de antes não são como hoje. Atualmente, vivemos em um mundo cada vez mais egoísta e centralizado no tal "ego". As crianças de hoje não são alegres como eu fui, e como milhares de outros que viveram antigamente foram, onde as coisas não eram tão superficiais e supérfluas como são agora. O mundo está caminhando para uma existência sem pessoas ou com o menor número possível de seres que habitarão esse querido e já tão maltratado planeta. Coitado! Ele já sofreu diversas atrocidades cometidas por nós, os filhos ingratos que agimos de má fé contra nossa própria essência.
E olhem que eu não tenho lá muita bagagem acumulada nessa Terra, não. São apenas 18 aninhos - bem vividos. E que venham mais outros 70, repletos de bons momentos, de amor. Quem sabe eu não venha a fazer memória de como foi o meu passado daqui uns 35 anos? Tomara que eu tenha do que sentir saudades, de verdade.