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terça-feira, 14 de junho de 2011

In-Definido

Às vezes buscamos tanto uma certeza a qual confiar piamente, que acabamos nos esquecendo que certezas quase inexistem. Eu costumo chamar a "descoberta" dessa certeza da incerteza de confusão. Não soa confuso mesmo?

Contudo, nem sempre nos afogamos em confusão por convicção, como nem sempre estamos certos ao dizer que não estamos. Acho que devo começar a falar em primeira pessoa, pois estou me sentindo incomodado por supor tanto em "nosso" nome - vulgo "imposição"!

A hesitação pode aparecer em um momento de pressão ou de pura adrenalina. Ou de irracionalidade mesmo! Quando me isolo em meus devaneios, fico atônito e perdido com tantos caminhos ao qual posso escolher ou, simplesmente, fazê-los existir em minha realidade imaginária. Perco-me até mesmo nas "linhas" desse mundo virtual...
Partindo para o meu lado conceitual, entrando novamente em suposições, costumo separar a confusão em boa ou má. A boa, chamo de sonho, platonismo, e a má, de ilusão. A primeira categoria tem toda uma magia vinculada a si, mas um dia ela acaba. Se não, se torna algo meio feio, disforme... Logo, essa brincadeira de "perder-se" e "achar-se" se esbarra em algo complexo, que acaba chegando a conclusões muito equivocadas. Não bastasse isso, ela ainda te aprisiona. 

Mas... até quando? Até você perder a vontade de sorrir, de querer fazer parte do elenco do grande espetáculo que é a sua trágica vida? Ou, indo à extremos, de achar graça em tudo, se omitindo, mascarando o "impossível" como "seu". Quando o fim já se apresentava no começo, que agora se tornou uma difícil decisão, que te deixa em indecisão. Quando as cores, as tão poucas cores que restaram, são como raios que torturam sua retina. E qual a saída? Viver a sua vida cretina, sem fugir muito à rotina, criando versos medíocres para terminar um texto. 

Um texto indeciso, por sinal!



segunda-feira, 28 de março de 2011

Defeitos: desfeitos!

Dizem por aí que muitas pessoas tem dificuldades em apontar ou assumir aspectos negativos sobre sua própria pessoa (defeitos), e que quando isso é feito, involuntariamente - instinto de sobrevivência mesmo, relaxa! - essas particularidades meio "sombrias" são contornadas, maquiadas por um "mas eu já fui pior" ou "não é tão grave assim" - qual é o antônimo de hipérbole mesmo?


Eu acho muito mais simples a quebra de paradigmas, de assumir, sim, nossos defeitos. É tão mais... nobre! É, mostra que você é uma pessoa que não vive somente de orgulho ou ortodoxia. Aponta a sabedoria de que você ao menos pensa e tenta enumerar suas qualificações, que você se preocupa com aquilo que passa para o outro; afinal, há teorias que pregam a tese de sermos uma infinidade de "eu's", no mínimo uns três...


Por isso, não sinta-se inferior por declarar mesmo que silenciosamente, só para você, que realmente, você foi rude com aquela resposta ao teu amigo. Que sua teimosia poderia ter lhe proporcionado algo diferente, uma fuga da normalidade, por exemplo. Que o seu conformismo não é algo saudável. Que o seu egoísmo não é apenas uma questão instintiva, inata a ti. Porque se você parar para pensar um pouco mais, tenho certeza, você chegará a conclusão que não é nenhum estranho que vive em um mundo paralelo. Descobrirá que a vida se torna muito mais fácil quando a mudança que queremos ver no mundo só pode acontecer quando isso for realizado dentro de nós. Que seus defeitos não passam de detalhes comparados as tolices que realmente machucam e destroem. E descobrirá que todo mundo erra... E o que é a vida senão uma obra estruturada por erros, que servem de alicerce para a próxima etapa de cada processo da obra e também servem como exemplo para não acontecerem novamente, pois isso só torna a construção mais cansativa.


Tenho certeza que a sua mudança pode vir a ser a esperança ou a força que alguém pode se apoiar no futuro... quem sabe até no presente!

domingo, 27 de março de 2011

Conhecer

Para desenvolver esse texto, vou me basear em alguns "conceitos" tomados pela maioria (senso-comum) para tentar estabelecer uma linha de raciocínio que vai justamente contra isso: a decisão por esse senso "bruto". Logo, fica claro que não compactuo com a prática, mas a utilizarei em alguns momentos para argumentar...


Reflita por um momento: qual um dos principais aspectos que você já identificou como fator culminante para que a nossa sociedade chegasse ao ponto que está, da adoração à superficialidade? Será esse o próprio fato que costumamos, antes de qualquer análise melhor embasada, tirar um conceito, uma impressão instantânea para tentar estabelecer uma linha de pensamento ou usar como ponto de referência para análises futuras. Esta ação em si não seria algo ruim, mas entenda que a ação por si só não basta, é preciso mais: ela somente é para nós, como eu já disse, um ponto de referência, algo que possibilita novas concepções ou mesmo uma conclusão.


Muitos são os que se satisfazem com a rápida "batida de olho" e, pior, acham-se no direito - ou dever - de julgar a situação/pessoa através disso. E eles defendem incansavelmente suas posições, sem mesmo pensar na possibilidade de conhecer a fundo a temática. O que estes fazem são apenas tentativas desesperadas de convencer alguém que isso ou aquilo não é bom, ou que pode ser bom, mas tem lá as suas desvantagens ou deficiências, não considerando que o próprio conceito de "bom" e "ruim" é repleto de subjetividade. Eu sempre me pergunto: qual o benefício que a pessoa adquire agindo assim? 


Mas eu até entendo quem costuma adotar essa filosofia. O conhecimento é algo muito chato mesmo, cansativo... Não tem muita graça, sem muito encanto, pouco útil na nossa vida, nos meios de interação social. O conhecimento não passa de uma convenção muito idolatrada por alguns imbecis que não tem com o que se preocupar e tentam vender a ideia de que ele enaltece e transforma o homem e o ambiente onde ele vive. Bobeira! Quem é louco de preferir se engajar no processo de mudança de conceitos, de diferenciação sensitiva quanto isso ou aquilo, de readaptação? O conforto e a estabilidade de uma vida constante, sem muitas mutações é muito mais saboroso!


Contudo, eu desafio quem pensa dessa forma com uma simples questão: até quando essa inadimplência com o processo natural da vida, de querer burlar o desenvolvimento e a evolução vai funcionar? Quantas paredes você ainda acha que é capaz de se esbarrar sem fazer um corte mais profundo em sua carne? (Entenda "carne" como todo o ser que tu idealizas que és). Onde você acha que vai chegar se fechando em arrogância? Eu sei onde... no desgosto da descoberta que o mundo que você tanto idealizou não passava de uma ilusão, e que essa era limitada. 


Agora pense, deixe-se questionar sobre uma questão aleatória e tente definir sua posição à ela. E responda: baseado em que você decidiu isso? Quais são seus motivos? Qual a sua chance de estar errado? Essa prática nos favorece muito quando queremos evitar cair no círculo vicioso do julgamento sem conhecimento - vulgo preconceito.


Acredito que não tenho uma razão para estar questionando tudo isso, nem ninguém a quem eu possa estar me "armando" para uma batalha. Só estou meio cansado de ver tantas injustiças por aí - senão todas - iniciadas justamente por atitudes nutridas por um falso "ceticismo". E estou aberto a críticas, pois só assim terei conhecimento da veracidade de minha concepção sobre justiça!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Águas de Março

Escolhas: essa é a palavra que pode definir fielmente esse mês do ano de 2011! Caminhos para seguir, atalhos para tornar este menos tortuoso... 


Tudo foi colocado em cheque e analisado de maneira minuciosa e até cansativa [repetitiva, melindrosa, impulsiva, complexiva]. São tantas bifurcações reincidentes e tantas outras estreantes, mas que contemplam - em sua maioria - as mesmas razões ou intenções - creio que sempre se fará dessa forma. 


Por que, então, querer martelar mais uma vez nessa tecla tão gasta, trazer à tona esse clichê tão óbvio... Por que questionar todas as decisões? Qual o benefício que isso me (nos) traz? A resposta pode sucintamente se resumir em confirmação! Indicação de quais efeitos incidirão sobre esses caminhos eleitos, quais serão as tão temidas consequências ou como enfrentá-las. 


Importante para mim somente é a certeza de que todas tem apenas um rumo - irreversível, por sinal. São como as águas de uma nascente, que brotam do improvável e convertem-se em esperança. E que, como flecha lançada, não se incomodam em olhar para trás e redimirem-se por ter ferido alguém, mesmo quando não era essa a intenção!


E como esse mês de março foi cinza e úmido para mim... 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

365 dias até aqui

2010: mais um ano, de outros 2009 que já se foram - depois de Cristo - e de inúmeros outros, das antigas civilizações e por aí vai... Como sempre, esperamos sempre o melhor de cada ano que se inicia. Propomos metas para nós mesmos. Criamos expectativas para tudo. Depois disso, vivemos mais esse ano que se inicia, não todas as vezes da melhor maneira possível, tirando o máximo proveito. Mas alguns não se importam: ter uma existência mundana já é o bastante.


Sempre fazemos uma análise de como foi o ano que se vai. Consideramos as conquistas, mudanças, novidades e até as tragédias que aconteceram durante seu desenrolar. A maioria das teses são baseadas em algum interessante - próprio, diga-se de passagem.


Eu mesmo, acho que 2010 foi um ano incrível. Cresci muito durante esses 365 dias. Chorei algumas [tantas] vezes. Sorri outras milhares. Conquistei, à mim e outras coisas, alguns sentimentos. Caminhei, dando os primeiros passos para o meu futuro. O que melhor obtive, foi um melhor conhecimento sobre minhas capacidades e a chance de enfrentar alguns desafios.


Mas e o mundo? Qual foram os benefícios que esse ano que já é velho acarretou? E aqueles nossos votos de prosperidade, paz, fraternidade e amor do final de 2009? Foram eles postos em exercício? Houve a doação do "eu" para o irmão?


Houve violência em 2010: contra a mulher, que tiveram que pagar com sua vida algo que nem mesmo "deviam". Somado à isso, tivemos a intolerância para com as minorias. Recebemos a resposta da natureza aos nossos atos. Assim como a ferimos constantemente, fomos aniquilados, oprimidos. Estamos sofrendo as inconsequências de alguns. 


2010 teve o brilho da Copa, um evento mundial. Nosso país não triunfou dessa vez. E a África? Será que agora ela poderá ser vista como um país de verdade, onde há seres humanos, civilizados? Deixará ela de ser o berço das riquezas provindas da exploração humana e natural? Poderá ela enfrentar o dilema da AIDS?


Tivemos uma mulher eleita como presidente. Um presidente que deixou seu posto com popularidade recorde. E a sociedade? Continuará sendo vista como um grande conjunto de fantoches, que são de fácil manipulação e indefesos?


A evolução tecnológica andou à milhões. O que dizer da melhoria nas concepções humanas e intelectuais? O senso crítico?


E o amor? Quanto mais ele poderá resistir à banalização de tudo, de todos? 


2011 tem tudo para ser mais um ano como os outros. Só há um fator capaz de fazê-lo diferente: nós! Cada pensamento. Cada conversão. Toda doação, não financeira, mas espiritual e fraterna. Ação por ação, por menor que seja. Uma grande mudança só se inicia à partir da iniciativa de um ou de muitos. O que você fará para que 2011 seja um ano realmente bom? Quais as suas expectativas para nosso mundo nos anos que virão? Pense nisso!


Desejo à cada um que ler esse texto um novo ano digno, repleto de paz, carinho, amor, solidariedade, compaixão e respeito. Espero que todos tenham muita saúde e uma vida reta, baseada na valorização do amor e de seus benefícios. Brindemos pela vida!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Descomplique

Sempre é assim, fazemos tudo aquilo que podemos

É certo que nem sempre é o que queremos

Uma abstnência, uma vontade ou uma omissão

Mas o que nunca se recebe é o perdão

E o que nunca se ouve é o coração, sempre a razão.

 

A complexidade de tudo nos agrada…

Quanto vale a lágrima da pessoa amada?

Não vejo graça na arte de fazer sofrer!

O que você realmente sente ao me ver?

 

Toda a alegria

Cada melodia

Os fragmentos de todo o nosso amor

Nada ameniza o que sinto agora: dor.

 

Será isso verdadeiramente preciso?

Um único ato teu me conforta e acalma

É tão difícil assim distribuir um sorriso?

Mas não venha com nada superficial: quero descobrir até a cor de tua alma!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Distância

distância 
(latim distantia, -ae)

s. f.

1. Intervalo entre dois pontos, dois lugares, dois objetos.
2. Afastamento.
3. Grande diferença. = desproporção
4. Período de tempo que medeia entre dois fatos, duas ocasiões ou épocas.
5. Fig. Diferença entre categorias sociais.

Distância, segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.


Afinal, o que é realmente a distância? Como ela realmente se evidencia em nossas vidas?


Penso diversas vezes comigo sobre o quão distante está uma pessoa de mim, geograficamente. Não uma pessoa qualquer, um mero conhecido... falo de pessoas que me fazem bem: um ente querido; um grande amigo, que está ao meu lado em bons momentos e, principalmente, nos piores possíveis, sempre me apoiando; ou, por que não, da pessoa amada. Como agem os vários quilômetros que separam-nos, que fazem o papel de intermediários entre nós? Podemos perceber isso de diversas maneiras, seja pela solidão, pela melancolia, ou mesmo pela nostalgia. Podemos enfrentar essa situação de inúmeras formas, desde o fato de ficarmos esperando que o tempo aja ou de lutarmos contra essas forças e nos mantermos mais perto dos outros: basta levarmos no coração, um lugar aconchegante e seguro, quem quisermos. Assim, poderemos nos aproximar mais. Muito mais.


Há também momentos em que há um distanciamento físico/emocional. Ora por divergências e insistências que só tendem a deteriorar o ser humano, ora por conformidades, por uma mera satisfação com coisas banais e de agrado pura e simplesmente favoráveis ao próprio "eu" (o cultivo do ego), ora por empecilhos que a própria vida nos impõe, de barreiras que nos impossibilitam de tentar seguir adiante. Alguns poderiam ser resolvidas pela luta e serem facilmente superados. Outros, porém, tem o incrível poder de nos dilacerar, de nos ferir impetuosamente em caso de insistência, de uma tentativa de superação. Cada qual ao seu tempo, com seu grau de dificuldade. Com um pedaço de si que fica para trás somente por estar vivenciando tal distanciamento.


Pior que tudo isso, é quando você faz de tudo para se manter próximo a alguém. Quando quer mostrar para este alguém e para a própria vida que tudo tende a dar certo, e que só depende de vocês para isso acontecer. Contudo, quanto mais você faz para alcançar tal proximidade, maior a diferença que se cria entre "um" e "dois". Talvez não seja culpa do outro. Talvez seja. Talvez a distância seja o melhor que você possa cultivar desse alguém. O melhor para os dois.


Agora, o que mais me indaga e mais me confunde: como se dá o fato de você se sentir distante de si mesmo? Como é possível que eu possa me sentir perdido em mim, querendo me encontrar em algum canto, querendo seguir adiante, mesmo sem saber onde quero chegar? É normal que isso aconteça? É normal sentirmos que estamos contrariando os nosso propósitos, ideais? Seria apenas medo? Ou isso seria apenas mais um teste que a vida nos impõe?
De qualquer modo, eu preciso me encontrar o mais rápido possível. Preciso me aproximar de uma razão que me motive a buscar meu caminho. Só quero poder encontrar a felicidade no final do caminho. Será que é pedir muito?

sábado, 6 de novembro de 2010

A viagem

Estranho como tudo acontece: quem muito fez, acaba sofrendo e termina da pior maneira possível, implorando pelo fim, sofrendo amargamente. Assim foi com o Regi. Assim é com muitas pessoas, boas, que fazem a última viagem - ou a primeira da vida após a morte - tomando a pior estrada. Mas Deus escreve certo por linhas tortas.


Ele, Reginaldo, esteve presente durante toda a minha infância. Chegou até a exercer o papel de pai que eu tanto precisei. Pode até não ter tido uma longa história ao lado de minha mãe, mas soube amá-la enquanto pode. Ele era uma pessoa boa. Lutava por um mundo melhor. Amava as pessoas. E eu o amava, apesar de não ter tido mais tanto contato com ele quando veio o crescimento.


Por um descuido dele com a saúde, e pelo descaso de uma empresa que o abandonou em um momento crucial, as coisas se tornaram irreversíveis, irremediáveis. Empresa esta que ele sempre vestiu a camisa, derramou seu suor... onde ele, provavelmente, tenha desenvolvido o câncer, por trabalhar com produtos químicos. Mas o dinheiro sempre fala mais alto. A ganância predomina, e os bons sucumbem.


Aqui ele deixa uma esposa, um filho de 6 meses e a dor por sua perda para os familiares e amigos. Fica, para nós, a esperança de que tenhamos a dignidade de vivermos em paz, e de morrermos da mesma forma. Que ele descanse em paz, em um lugar que seja belo e onde ele, enfim, poderá viver sem a tortura e o sofrimento. Sem o desespero de viver neste nosso mundo decadente. Que Deus o abençoe e o acolha em teus braços!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Eu não entendi, Direito!

Sim, eu sou impertinente e defendo impetuosamente os meus ideais, quando penso que eles valem o esforço. Quando há algo de duvidoso ou mesmo de errado neles, eu penso, repenso e, geralmente, me inclino para o lado mais correto possível. Não vejo isso como nenhum dom ou uma qualidade de se admirar loucamente. É algo muito comum, de questão de saber agir com bom senso e de lutar por aquilo que defende. Somente isso.


Contudo, há pessoas muito orgulhosas e arrogantes que não conseguem aceitar uma crítica CONSTRUTIVA sobre algo empreendido por elas. É muito mais fácil remoer-se de rancor e devolver a sua ajuda na forma de um disparate, criando um confronto eminente. Sem contar que isso é até emocionante e radical, e até concede um certo sentimento que eleva o tão adorado, idolatrado e cultivado ego.


Ainda por cima, isso tudo impõe um clima chato no ambiente e deixa tudo muito polarizado em um local onde o que mais se preza a aceitação e que tem como principal meta o APRENDIZADO.


Eu não quero me fazer de vítima e nem desabafar e amaldiçoar o mundo todo severamente, não. Só fico p*to da vida quando você age de boa fé com as pessoas e elas não identificam isso, interpretam isso de outra maneira e tentam te jogar contra outras pessoas. Também não admito desistir de algo fácil: se querem guerra, guerra terão! E não irei descansar enquanto a justiça não for feita. Posso sair perdendo muito por isso, mas minha maior missão é fazer que a "sabichona" entenda o real significado da palavra "aprendizagem". Lexicamente e não-lexicamente! 


                                                 *****


O que acontece com o pessoal que atua na área juridica, hein? Não sei, mas esse pessoal não deve saber o que realmente significa agir plenamente e sem prejudicar ao outro ou a si mesmo. Deve haver uma redoma que os circundam tão consistente que ali só possa penetrar a presunção, o orgulho, o rancor, a prepotência e o instinto de "superioridade" da "raça". É incrível que é algo meio inato, porque até mesmo os que ainda nem estão inseridos nesse contexto já fazem jus ao "perfil". 


Quero deixar claro que eu não tenho nada contra ninguém que atue nesse ramo. Muito pelo contrário, já pensei e penso inúmeras vezes sobre a possibilidade de me especializar neste segmento. Mas, de três advogados ou estudantes de direito que eu conheço, dois demonstraram perfeitamente inúmeras características que eu citei anteriormente. Será que é uma rixa de Administradores x Advogados/Juízes? De qualquer forma, isso não é nada saudável.   


                                              *****


Bom, minha semana turbulenta finalmente se encerrou!
Ela foi muito cansativa e estressante, devido a quantidade de provas acumuladas em um período muito curto de tempo. As provas em si foram até fáceis, até mesmo a de economia - esta de economia serviu para confirmar a minha tese de que o professor que nos ministra essa aula tem um instinto psico-maquiavélico.


Agora, só faltam as apresentações dos seminários, que, provavelmente, iniciarão no meio de Novembro. Dos três que teremos, nenhum está totalmente concluído; eles estão quase caminhando para isso.


Esta semana está acontecendo a 8ª Mostra Acadêmica da Universidade, e eu não irei participar - acho. Só irei amanhã para auxiliar uma amiga nos estudos para a prova dela de Contabilidade, e na sexta-feira para tentar descobrir qual foi a minha nota na prova de Economia (foi tão fácil a prova que eu estou me cagando para saber a nota! rsrs).


Ahhh!... Eu irei começar a tirar a minha carteira de habilitação, provavelmente essa semana. Estou tão contente! Até parece que eu sou gente de verdade! hahahaha

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Pensando bem

Hoje estive pensando sobre certos aspectos da minha vida, sobre atitudes e comportamentos que já empreendi. Muita coisa realmente me espantou. Como eu pude ser tão inocente em determinados pontos, e como eu pude me arriscar ao trocar tantas coisas boas por outras questionáveis?


Como é possível nos privarmos tanto do mundo quando estamos enamorados à alguém? É algo tão automático. Simplesmente, quando nos damos conta, passamos a viver em função do outro. O problema é que vamos nos machucando ferozmente por dentro, mas de uma forma ao mesmo tempo "silenciosa", que não nos alerta o estrago que estamos causando à nós mesmos e àqueles que tanto estimamos/estimávamos.


É típico da minha personalidade me relacionar intensamente com as pessoas que tenho um certo convívio ou uma determinada ligação afetiva. Os meus amigos - depois da minha família -, são os meus tesouros, que ficam guardados sob sete chaves e que ninguém além de mim conhece o lugar onde ficam. Eu prezo muito o envolvimento - mais que isso, o comprometimento - entre dois seres, mesmo que seja apenas por uma simples relação de amizade ou por outro caso de amor incondicional. Considero ambas situações, ou qualquer uma que fique entre as duas, ou que não seja nada disso, importantes. A real amizade é algo muito digno, raro e precioso.


Só que é engraçado como nos desfazemos dessas nossas preciosidades quando encontramos a "tampa da nossa panela". Com uma espantosa naturalidade as colocamos em segundo, terceiro, quarto plano em nossa vida, na nossa realidade. Porque quando estamos em harmonia com nossos "docinhos de coco", o que importa são apenas as carícias, promessas e beijinhos que são distribuídos à torto e à direito. Acontece que amigos não são nada - nada mesmo - "ingênuos" e sabem que tudo isso passa. E adivinha quem serão os primeiros a serem chamados para dar um help em um momento de desespero? Exatamente, os Super-Amigos!


Alguns nos perdoam, e nos recebem de braços abertos para uma nova chance de tentar fazer as coisas voltarem à normalidade. Outros guardam mágoas no coração, que podem ter se ferido durante a trajetória em que houve o distanciamento entre as partes. Cada um tem uma ação e uma reação para cada caso. Porém, eu, matutando aqui comigo mesmo, me sinto meio culpado por ter "perdido" certos "aliados" meus no percurso. Sabe, ter deteriorado nossa relação? Me sinto até como um "traidor", por ter deixado de lado algumas das minhas "preciosidades". Mas eu acredito que devemos ter uma segunda chance na vida, sempre. Claro, há coisas que não tem como ter essa nova oportunidade. Mas creio que nesse caso, é até saudável tentarmos reverter uma situação que não é tão trágica, afinal, uma amizade que se preze suportaria um pequeno deslize desses. Tudo bem, tudo bem... eu admito, foi uma bela de uma derrapada. Contudo, somos todos passíveis ao erro, e não sabemos se amanhã poderemos estar do outro lado, arrependidos por ter cometido uma besteira. E juro por tudo que é mais sagrado: agora eu realmente aprendi que não há amor que substitua uma sincera e agradável amizade, onde há constantemente confiança e perdão. E doação, principalmente.


A vida é assim, fazer o que? Só aprendemos quando levamos algumas bofetadas na cara. Acabo de levar várias dúzias. 
Perdoem-me, amigos! 
                                               
                                                  *****


Update: 


"Quando alguém começa a namorar e deixa de lado os amigos, isso é sinal de que esse relacionamento se tornou um esconderijo em vez de proporcionar descobertas e aprendizados em conjunto. Manter os amigos é fundamental para estimular o crescimento do indivíduo."
Os seus poderes interiores, pág. 118 - Sempre em frente
Roberto Shinyashiki 

É... acho que eu vivia me escondendo, então! 
Agora fica o aprendizado para que isso não se repita futuramente.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Infância

Ô caipirinha arretado, sô!



Preciso dizer que eu era um ser irritante e intangível? Que eu fazia bico para tudo aquilo que não me agradava e que desde pequeno eu estampo no rosto aquilo que sinto? 

Coitado de mim e de tantas outras crianças, que passam por situações constrangedoras só para fazer a felicidade dos tão estimados pais. Só estando encarnado na criança para saber o quanto odiávamos fazer isso - eu, pelo menos, odiava.

Feliz Dia das Crianças! Que todos os nossos pequeninos sejam abençoados e que cresçam felizes e tenham um futuro decente. E que também possam construir um mundo melhor.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Arrogância e intolerância: uma dupla explosiva!

Observando as pessoas - o que já é uma prática rotineira minha -, vislumbrei certas realidades que contribuem, e muito, para o detrimento da humanidade e de nossas relações: a arrogância de uns, a intolerância de outros, ou mesmo a fusão desses males negativamente potenciais.


O primeiro fator - que considero menos destrutivo que o outro, mas que é igualmente corrosivo ao homem -, é simplesmente uma forma de agir/pensar, que impede o "autor" de, às vezes, experimentar a real situação das coisas ou de novos conhecimentos, pois a sua forma de ser é superior a qualquer outra que se oponha à mesma. São os vulgos "donos da verdade", que, no meu ver, devem sentir algum prazer, êxtase ou qualquer sentimento que os incitem a se posicionarem dessa forma, menosprezando tudo aquilo que lhe é "exterior". Tenho um palpite um tanto cético quanto à esses "sabichões": não passam de idiotas, que não tem a humildade de, ao menos, ouvir o que o outro tem à lhe dizer, e que poderia acrescentar algo para sua vida ou abrir seus olhos para que não caiam no engano. Medíocres, que se impõem sobre aquilo que seu próximo pensa, achando que têm o direito de controlar a forma dele ser.


Já a intolerância, pode se manifestar tanto nesses "seres superiores", na forma de um pacote promocional, quanto em pessoas que não manifestem arrogância em sua personalidade. Porém, essa é altamente aniquiladora, penso eu. Trata-se da característica de certas pessoas que não toleram ouvir, ajudar, se relacionar com aqueles que convive, e que valoriza seus interesses acima de tudo. São os nossos queridíssimos "pavios-curtos". Não é raro ver alguém que tenha essa péssima "qualidade", não. As famílias atuais têm muito disso, as relações de amizade e afetivas, e até a sociedade, que está cada vez mais bruta e violenta: já é comum vermos atrocidades cometidas por banalidades que não pagariam nem por uma milésima parte de vidas que são tiradas - e, para mim, vidas não tem preço!


O pior de tudo é quando essas duas "máquinas mortíferas" unem forças. Aí não há santo que as segurem! Fruto dessa união, teremos atentados contra a essência dos homens, direcionados ao extermínio da vida e da felicidade, sejam por atrocidades que as "roubam" dos outros ou por simples "represálias" que escravizam ambas as partes, que se vêem presas e não podem fugir dessa triste realidade, que só corrompe o nosso mundo: uma camada como presa, que é abusada, e a outra, como predadora. Além disso, estamos em uma difícil situação, que já se tornou irreversível e não nos permite nada além de uma mera estancação para minimização dos estragos causados pelo descaso de tais "seres abençoados".


Onde é que vamos parar com tudo isso? 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

êêêê-leições!

Gente! Estou pasmo... amarelo feito móvel marfim!
Assistindo à esse último Debate Eleitoral com os 4 principais presidenciáveis desse nosso esplendoroso Brasil, fiquei admirado de quão proveitoso este se tornou para mim e - espero eu - que também tenha sido para inúmeros - milhares de - outros eleitores brasileiros.


Eu, naturalmente, nunca fui de me interessar muito por assuntos de cunho político. Sempre levei em conta outros aspectos mais importantes como questões sociais e econômicas. É, eu sei que eles estão intimamente ligados à política, mas eu sempre fui indiferente com a política em si. Eu tenho uma visão meio ortodoxa - ou seria heterodoxa? - de que ela somente serve como uma vitrine de promoção individual e exploração dos recursos pertencentes à nós, cidadãos.


Os investimentos que deveriam ser canalizados para o desenvolvimento e/ou manutenção das condições socioeconômicas e inúmeras outras de nosso país, simplesmente "desaparecem" no próprio bolso daqueles nossos teóricos "representantes" da nação. Claro, toda regra tem sua excessão. De fato, existem - ainda - alguns políticos que defendem a melhoria da sociedade, a luta por um mundo melhor. Porém, esses tais são uma minoria frente à corja que está instalada no mais alto escalão desse Estado e, se não se corrompem, simplesmente são exauridos daquela atmosfera movida pela extração do "sangue" social. Sangue-sugas! 


Isso que eu falei já é de conhecimento de todos ou muitos, penso eu. Contudo, o que mais me chocou foi a forma de abordagem de certos candidatos nesse último debate pré-eleições. Resumidamente, houveram ataques diretos aos oponentes que não podiam fazer nada além de "mudar de assunto". No meu ver, isso é muito benéfico pois mostra a real situação de cada candidato, que está ali - ou não - simplesmente "vomitando" promessas e mais promessas, pois se eles ficam sem ter pra onde correr quando são encurralados, é evidente que suas falas não passam de puro bla, bla, bla. Mas foi engraçado que teve até candidato cavando seu próprio túmulo, falando mais do que podia e recebendo os entusiásticos risos da plateia, em rede nacional, assim como outros que falavam certas coisas que eram no mínimo... cômicas!


Eu ainda não me rendi aos assuntos políticos e os englobei para a minha lista de "assuntos preferidos". Ainda não. Mas garanto que esse debate, assim como o clima que essas eleições possui, está me alegrando e me entusiasmando, de certa forma, a direcionar mais os meus olhares para esse setor caótico dessa nação brasileira. 


P.S.: Essa é a minha primeira experiência eleitoral.


P.S. 2: Respeito as posições de cada um quanto ao seu partido, ideal ou opinião, mesmo que se estendam além das esferas políticas. Cada um tem o direito de pensar e agir (votar) da forma que quiser, e eu não tenho direito nenhum de querer influenciar o pensamento de ninguém. Por isso, me reservei a não citar nomes de nenhum candidato ou minha preferência por qualquer um deles. Só deixo uma dica para todos: exerçam sua cidadania e votem conscientemente, pensando no futuro desse nosso país, que não é só seu.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Aversão ao conformismo

Eu não suporto pessoas que se contentam com tão pouco ou simplesmente com aquilo que já possuem. Mais que isso: eu as repugno!


Pensando pelo lado lógico da vida - uma das excessões -, deveríamos, constantemente, triunfar novas conquistas, aprimorar certas particularidades de nosso caráter/personalidade e de nossa vida, e mudarmos. Sempre! A mudança pode, sim, não ser muito agradável ou atraente para alguns. É evidente que ela é realmente meio incômoda, pois você estará deixando um estado de inércia para percorrer uma passagem à outro estado totalmente novo, desconhecido. Mas a mudança sempre acarretará em algo proveitoso - mesmo que não seja de imediato -, visto que uma experiência errônea nos fornece uma boa bagagem para "tocarmos" a vida adiante, enquanto que uma mudança bem sucedida é... uma mudança bem sucedida.


Todavia, há pessoas que insistem em saborear sempre e cada vez mais determinadas situações já conhecidas de longa data ou hesitam em percorrer o incurável, martirizante e irrevogável caminho da mudança. Por que eu, em sã consciência, iria deixar de lado todo o meu conformismo para me aventurar por águas desconhecidas? Não, não. Estou bem assim, obrigado! Pego-me perguntando o que motiva uma pessoa a agir dessa forma? Seria o medo? Ou seriam paradigmas, "ditaduras" contemporâneas ou outras coisas similares? 


Quem não muda, que se inclina por estacar em uma única coordenada, está simplesmente batendo de frente com a vida, que nos cobra eloquentemente por mudanças rápidas e, de preferência, com um bom êxito - em outras palavras, está indo contra o Sistema. A vida não é nosso bem mais precioso? E as imposições que ela nos faz não devem ser cumpridas de prontidão? Bom... é isso o que pode-se observar nos nossos conturbados dias de hoje. Eu, como bom submisso que sou, faço jus a minha atribuição. Eu mudo. Já mudei, já mudei... calma!


O tempo muda: agora é um segundo, que acabou de se passar, que também já se foi... Tic-Tac. Os dias mudam: hoje é quinta-feira. Amanhã já será outro dia, depois de amanhã outro e assim por diante. Os anos se passam, mudam de 09 para 10, para 11, 12, 13... E a Terra simplesmente seleciona aqueles que melhor se adaptam ao ambiente e suas demandas. Quem não se enquadrar nos eixos da vida, simplesmente sucumbirá. E virão outros, que também sucumbirão, juntamente com a Terra. Mas, enquanto isso, não seria válido ao menos tentar sair do conformismo e ter uma única - ou milhares de - iniciativa(s)?


                                            *****


Só tem uma coisa que tenho convicção de que não muda nem mudará nesse mundo: minha aversão ao conformismo! 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SweetAcid Pain

Há pessoas que não se sentem bem consigo mesmo e vivem com medo de se entregarem à um momento de exílio, de retração com seu próprio âmago. Eu, casualmente, me pego em tais momentos, ora para refletir sobre certas coisas, ora para aprender a me virar sozinho, ora para fugir um pouco da turbulência atmosférica. É saudável pararmos um pouco para pensar sobre desafios/problemas que estão em evidência no nosso cotidiano e, particularmente, não vejo forma melhor de se fazer isso de maneira proveitosa que em um simples momento de "eu contra todos". No fim das contas, nem é tão difícil bater de frente com tudo, todos e, às vezes, você mesmo. Quem sempre sai ganhando é você, que tirará uma pequena ou enorme lição dessa experiência.


Contudo, mesmo que eu usufrua constantemente de experiências desse tipo, insisto, também, em experimentar o gosto do sofrimento, da dor e da discórdia. Deixo a leva que eles tem um doce sabor ácido e suculento, que me seduz e me incita a, cada vez mais, voltar a me render aos seus encantos. A dor não me aflige mais, ou melhor, já me adaptei à ela e somente degusto sua essência, sem mais delongas. É algo banal, mas, também, sublime.


E com essa combinação de "momentos de ostracismo" somados à frenéticas doses de dor, eu vivo na regularidade de uma vida inconsolável e totalmente incoerente, recheada de porções alucinantes de desamores, desilusões e desacertos, com tempêros especiais provenientes do meu pranto. Tudo embalado para a viagem!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Interagir: o retorno

E não é que novamente eu me vi conhecendo melhor outra pessoa?! Pois é, galera. A vida é repleta de surpresas e quanto mais eu sigo em frente, mais me impressiono.


Dessa vez, eu "conheci" alguém que era praticamente desconhecido para mim. Essa pessoa é o Bruno, um companheiro de sala da faculdade, e que, consequentemente, eu conheci esse ano. Nós já havíamos conversado bastante em momentos anteriores e eu já o considerava um cara bastante inteligente e muito interessante para se dialogar.


Ontem houve a Assembleia de Professores na universidade, e como o pessoal ama de coração ir à aula, ontem não apareceu quase nenhuma alma viva naquela escola. Eu já imaginava mesmo que não iriam muitos alunos ontem. Eu mesmo fui só porque precisava devolver alguns livros na biblioteca, pegar outros e, à pedido do Bruno, explicar-lhe uma matéria que ele perdeu por ter passado por uma cirurgia na semana passada.


Nos encontramos na biblioteca para fazermos aquilo que havíamos combinado. Tudo correu muito bem, eu consegui explicar fielmente aquilo que o professor de economia nos havia ensinado e ele entendeu bem a matéria. Depois da explicação, ele me pediu o caderno emprestado para poder copiar aquele conteúdo e, enquanto ele copiava, ficamos conversando sobre diversos assuntos.


Não acho muito sadio entrar em detalhes sobre o que falamos, pois algumas temáticas são um tanto polêmicas e podem não agradar a todos que venham a ler esse post. Mas, resumidamente, as lições que eu tirei dessa experiência foram: 

  • Quando conhecemos as outras pessoas melhor, com certeza, também fazemos um aprimoramento daquilo que consideramos sobre nós mesmos, pois ao dizer aquilo que você pensa  e ouvir ao outro também, você pode confrontar suas opiniões sobre determinados assuntos com a do seu interlocutor e, principalmente, ouvir o que ele pensa sobre as coisas e sobre você. Sim, por que não? Não há uma forma melhor de se conhecer do que ouvir o que os outros pensam de ti, o que você transmite do seu jeito de ser para o mundo. E o autoconhecimento é muito, muito importante para o desenvolvimento do ser humano. 
  • A vida não deve ser levada tão a sério como o fazemos. É evidente que aqueles que mais se preocupam com tudo - absolutamente tudo, até os mínimos detalhes -, acabam vivendo infelizes ou estressados. Ou melhor, eles não vivem, apenas fazem uma existência repleta de preocupações, angústias, sofrimentos, etc. Porém, há uma enorme diferença entre relevar certas coisas e ignorá-las completamente. Não é nada aconselhável que vivamos uma vida de total "liberdade" e sem restrições. O que eu penso é que podemos, sim, nos poupar de tanta "burocracia" quando se trata de viver. Basta sabermos apreciar aquilo que a vida nos proporciona de bom e que nos farão realmente felizes, enquanto que as complicações, os obstáculos que aparecerem... bom, eles são apenas obstáculos e não é tão difícil superá-los, não.  

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Opostos não se atraem

Controvérsia
(Eric Felipe)

Há pessoas que precisam de muito para viver
Há aqueles que se contentam (ou simplesmente sobrevivem) com aquilo que lhes convém;
Tem também aqueles que dão valor para as mais diversas superfluidades 
Muitos, todavia, não tem sequer a esperança para pode seguir em frente, mas mesmo assim, rumam adiante.

Alguns não sabem o que realmente precisam para viver
Outros são convictos e lutam por seus ideais;
Há aqueles que sonham alto e acreditam que podem conseguir o que desejam
Enquanto, também, existem vários que desejam simplesmente ter o que sonhar.

Muitos constroem
Alguns destroem;
Poucos ajudam
Muitos precisam de ajuda.

Uns consideram somente um abraço como algo necessário para confortar-se 
Já outros, acham que o abraço não passa de uma mera formalidade para se obter outras coisas;
Ouvir o que o coração diz, para alguns, é algo imprescindível
Mas há os que não sabem nem o que é ouvir.

Há quem machuca
Assim como também há quem é dilacerado;
Um ama
O outro "deixa rolar".


                                              *****


Não importa o quanto tudo isso ou aquilo seja questionado, analisado, contestado e tantos outros "ados". Na vida tudo tem um yin e um yang; tem luz e treva; bem ou mal; alto e baixo. A dualidade estará em tudo aquilo que você pensar, em tudo aquilo que fizer, planejar, questionar... em tudo o que você for vivenciar. Isso é inegável, incontestável, irreparável.
E, também, é inadmissível. Para poucos. 


Esses poucos sonham.
Eles vivem.
Ouvem.
Lutam.
Amparam.
Questionam.
Esperam.
Superam.
Sentem.
Sofrem.
Continuam.
E eles amam. Acima de tudo.


                                              *****


O que você escolheu para ser?

sábado, 4 de setembro de 2010

Covardia

Não sei quanto à vocês, mas não me simpatizo com pessoas que não assumem seus atos. Ou melhor, eu as repugno! Como proceder quando a pessoa que faz isso - se for ver por outro lado, não faz - é ninguém mais, ninguém menos que seu próprio pai? Garanto que é um tanto complicado, principalmente se você é o único que ainda confiava nele.


Acontece que meu pai se mudou para Santa Catarina, em busca de algum emprego melhor, e que, segundo ele próprio, já era quase que garantido por um primo dele. Dois meses se passaram, ele não deu nenhum sinal de vida, nem mesmo um telefonema... nada. Não deixou sequer um contato para nos comunicarmos, ou seja, vida nova, sem filhos "bastardos".

Eu nunca guardei rancor por meu pai ou o culpei por ele não ter assumido a gravidez da minha mãe, de gêmeos (eu e meu irmão), apesar de achar isso um tanto quanto imaturo da parte dele. Tudo bem, ele, assim como minha mãe, eram jovens quando aconteceu, e é até compreensível o medo dele. Minha mãe, por sua vez, desempenhou, e muito bem, o papel de mãe-pai. Ela sempre quis ser mãe solteira, e não teve muitos problemas para nos criar, pois sempre contou com a ajuda de minha tia, minha avó e do meu avô.

É claro que ela iria tomar suas atitudes para com ele. Logo quando nascemos, ela nem sequer nos registrou com o nome do meu pai. Depois de uma briga judicial, ele conseguiu com que ela fizesse isso, mas também conseguiu obter para si a obrigação de nos pagar pensão alimentícia. Olho por olho, dente por dente.

Os anos se passaram, eu e meu irmão sempre mantivemos contato com meu pai depois que já tínhamos uns 4 ou 5 anos de idade; ele nos buscava para ir à sua casa aos finais de semana. Depois, quando já estávamos um pouco maiores (lá pelos 11 anos de idade), nós mesmos já íamos até lá de ônibus ou ele mesmo continuava nos buscando. Quando já havíamos entrado na adolescência, fomos para o Paraná, na casa de nossos avós, pela primeira vez. Nos anos que sucederam fomos diversas vezes com ele, todo término de ano. Por volta dos nossos 16 anos, esse contato foi se perdendo, ainda mais por parte do meu irmão, que sentia muito a ausência do meu pai e o odiava por isso; mas também por começarmos a estudar e trabalhar ou coisas do gênero.

Eu sempre conduzi tranquilamente essa situação de não ter um pai presente, apesar de também sentir falta. Mas ao contrário do meu irmão - não que ele não faça isso, o que eu acho improvável - eu sempre o amei, e sempre confiei no nele, e até o admirei. Eu vejo que ele nos ama muito, e deve se sentir um tanto culpado por não ter acompanhado nosso crescimento. Mesmo assim, eu ainda apostava minhas fichas nele. Já chorei por falta dele, já procurei em outras pessoas me espelhar no pai que não tive, confesso. Mas sei que eu tive uma mãe que se empenhou arduamente para sempre nos conceder o melhor, e, repito, fez isso incontestavelmente bem.

Como esse ano eu completei meus 18 anos, meu pai teoricamente não precisaria mais nos pagar a pensão alimentícia. Mas eu entrei na faculdade, o que o obriga a mantê-la por pelo menos até a minha conclusão. Como meu irmão parou de estudar, o único beneficiado era eu. Eu usufruia da pensão para poder pagar o transporte para a faculdade, que é em outra cidade. Ele pagou corretamente até o último mês (agosto). Aí, então, veio a surpresa de que ele não estava mais cumprindo com seu dever, e o pior prejudicado nessa história sou eu. Só não terei que trancar a minha matrícula na faculdade porque minha mãe vai fazer um esforço para continuar pagando o meu transporte, senão, eu já poderia me contentar com o "nada".

Assim, eu não ligo para o dinheiro dele. Pouco me importo se ele vai ou não pagar a maldita pensão dele, mas o que me deixa furioso é o fato de que ele firmou um acordo de que ajudaria e, mais uma vez, tirou o seu time de campo. Como uma pessoa pode ser tão sem palavra, tão sem escrúpulos assim? Seja homem de cumprir com suas obrigações, poxa! Se não se acha capaz de fazê-lo, então nem se disponha a isso. Agora, também, vou agir ao mesmo nível dele, esquecendo-o completamente e vivendo como se eu nunca tivesse tido um pai.
E não tive mesmo.

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Mais uma vez o meu mundo será salvo pela minha Super-Mãe. Ela que é mais "homem" que determinados outros aí que se dizem ser um. Só dizem.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Interagir

Eis um fator ao qual eu sempre direcionei muitos dos meus pensamentos: a interação entre as pessoas. Eu, um apaixonado pelo relacionamento interpessoal, que sempre vi isso como algo que corrobora totalmente à relação pessoa x pessoa, mas que também sempre fui um tímido que sonha[va] nostalgicamente em poder conhecer melhor ao outro, realmente me deparei com um caso que me impressionou e muito pelo cumprimento da tal interação.


Final de semana passado, eu estava na casa de um amigo, onde outros vários amigos se encontravam também. Papo vai, papo vem, quitutes vão, quitutes vem, até que o pessoal começa a se dispersar e formar os costumeiros "guetos" de diálogo (algo totalmente natural, e que não restringia ninguém de poder se integrar a um ou outro grupo). Quando chega nessa altura da brincadeira eu, geralmente, me fecho em minha carapaça. Mas não o fiz nesse domingo, e comecei a conversar com a Denise. Ela estava fazendo o trabalho sujo proveniente do pós-jantar, e fiquei fazendo companhia à ela. 


Só para não sair da rotina, eu não tinha muito o que falar no começo. Nada tão extraordinário, é até relevante, afinal, esse é meu jeito. Aí ela, a De, tocou no assunto "emprego". Eu já tinha comentado com ela sobre aquele emprego - o qual eu já comentei aqui antes, também... o dos [in]sucessos e insucessos -, e ela perguntou porque não tinha dado certo para mim. Eu expliquei toda a situação, os riscos de me dedicar a fazer aquilo, e comentei sobre o meu ponto de vista de que "nós não devemos viver somente por dinheiro, mesmo que tenhamos que comer o pão que o diabo amassou, pois isso não é nada saudável". E eis que aí descobri que ela partilhava do mesmo ideal que eu, e que apoiava a atitude que tomei. Ponto para ela. Então ela me contou que também já vivenciou uma situação semelhante à essa minha, que optou por fazer o mesmo que eu e que não se arrependeu disso.
Nosso diálogo fluiu de forma espantosa - pelo menos para mim -, e ficamos conversando um bom tempo. Dividimos várias experiências pelas quais já passamos, várias ideologias sobre determinados assuntos, e confesso que até nos tornamos mais amigos que antes. Sim, antes já éramos bons amigos um do outro, mas não na mesma intensidade que agora. Nunca tínhamos partilhado nossa visão sobre o mundo, e não sabíamos o quão parecidos somos. Me fez muito bem tudo isso.


Na segunda-feira de manhã, acordei com meu celular tocando, e adivinhem quem era? Ela mesma, a Denise. Atendi, e logo ela me disse que queria conversar mais comigo, pois haviam mais algumas coisas que ficaram "pendentes" de nosso bate-papo antecedente. Ficamos mais uns 10 minutos nos falando via telefone, dividindo mais sobre nós mesmos com o outro, e consolidando de vez a nossa amizade, que agora, com certeza, se tornou mais sólida e confiante. Ponto para ela, novamente, que me surpreendeu muito.


Eu já tinha uma certa opinião formada sobre ela, e que antes mesmo desse "enriquecimento" entre nós era boa. Agora, contudo, minha admiração por ela tornou-se veemente, e fico muito feliz por ter alguém tão especial para dividir meus ideais, minhas angústias, meus sentimentos, confiança, carinho, entre outras coisas. Por isso, insisto entusiasticamente que não há melhor maneira de saber realmente como uma pessoa é, como uma situação é, sem ao menos se relacionar com tal, estar envolvido. O envolvimento só traz mais conhecimento, que, por sua vez, só tende a contribuir para o fortalecimento e aperfeiçoamento de tudo. Tudo mesmo!


  

sábado, 24 de julho de 2010

Extra-ordinário

A vida, muitas vezes, me deixa incrédulo. Não pelo fato de como ela é, mas sim por como tudo acontece. 


Exatamente agora, há aproximadamente uns 5 minutos, uma "ex" minha veio até aqui na minha casa, e deu uma passadinha pra me cumprimentar, como sempre. Digamos que ela foi uma das minhas primeiras paixonites adolescentes. Isso, ela foi. Naquela época eu tinha meus 13/14 anos, enquanto ela seus 11/12. Foi um romance fervoroso e que parece com aqueles contos de amor eterno. Mas não  foi. Talvez eu tenha sido o maior culpado por isso, pois não a amava reciprocamente ao nível que ela o fazia. Isso, porém, não me faz sentir culpado, não. Até hoje, em todos os relacionamentos que estive, sempre houve um em "desvantagem amorosa" em relação ao outro.


Pois bem, o que me impressiona é como hoje são as coisas entre ela e eu. Praticamente não nos falamos, é meramente o "-Oi, tudo bem? - Bem, e você? - Também." e vácuo... e muito vácuo. O certo, para mim, seria o contrário: que no começo da relação tudo fosse vago e que, mesmo depois do rompimento, ambos tivessem a maior harmonia. Mas a vida insiste em fazer tudo ser mais complexo, e pra quem gosta de confusões, eis um prato cheio. 


O pior de tudo é que, no fim das contas, eu fico me achando o maior ordinário do mundo por não poder fazer absolutamente nada pra mudar a "nossa" situação, afinal, eu não sou lá muito bom em relações pós-término. Será que eu sou um ordinário mesmo?