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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Selinho II



Seu blog é um amor: foi isso o que o Van, do "Ei! Vem cá", meu queridíssimo amigo sagitariano, que mora logo ali, disse. E eu até que acreditei, viu?! Não preciso nem dizer que fiquei muito honrado por tê-lo recebido, né?


Existem três regras para esse selinho, que são as seguintes:


1ª regra: Passar o selo para 10 blogs
Sem dúvidas, a parte mais trabalhosa. E a mais cool, também.
(Para quem não está na lista, não significa que também não seja um amor. Você nasceu do amor de duas pessoas, e o amor também te trouxe até aqui, e te fez estar aqui comigo. Portanto, todos somos uns amores! rs). Os indicados são:

OBS.: Eu quebrei a regra e indiquei apenas 7 blogs :/ Mas todos que sentirem o desejo de pegar o selo, sintam-se à vontade. Como eu já disse, todos somos uns amores!




2ª regra: Avisar aos 10 blogs indicados que receberam o selo
Estão todos devidamente avisados.


3ª regra: Falar 10 coisas sobre mim
Eis que são essas:
  • Adoro assistir videoclipes, principalmente aqueles com featurings, e chego até a gostar de músicas que não suportava antes de ver a arte visual;
  • Não levo jeito para a culinária, até meu miojo é uma catástrofe! Mas admiro muito quem possui o dom de preparar deliciosas guloseimas;
  • Sou desastrado e ansioso: é difícil eu comer algo sem derrubar ao menos um grão ou uma gota no chão;
  • Gosto de ficar reparando nas palavras, e chego a me apaixonar por algumas, sejam elas da língua portuguesa ou não (exemplos: enough, each, ocho, thought, edge, ahora, aire, ragazzo, balbuciar, frenesi, nostálgico);
  • Gosto de ouvir as pessoas e, por isso, dizem que sou observador. Apenas fico na minha, dou minha opinião quando acho necessário, e tiro de tudo sempre uma lição. Ah, claro... e evito entrar em intrigas, pois não disparo tudo o que vem à minha mente, de sopetão;
  • Eu como jiló;
  • Amo abraços apertados;
  • Minha cor predileta é vermelho;
  • Sou fanático por cabelos, principalmente por afagá-los;
  • E penso pelo menos umas 50 (ou 5, ou 500) vezes antes de fazer algo. Depois eu penso mais um pouco para ver qual a probabilidade disso dar certo. Logo após, se realmente quero fazer isso.
Agradeço muito ao Van por ter se lembrado de mim e me oferecido esse presente inestimável, minha primeira indicação - me sinto até importante! - e a todos que fazem parte dessa minha eterna descoberta que é a vida, e a vida no mundo dos blogs. E para você que está aqui lendo esse post ou que acompanha minha jornada, saiba que você também é um amor, e que o amor - e somente ele - nos une aqui. 

    segunda-feira, 8 de novembro de 2010

    Engajando-me

    Não sei por onde começar nem como começar: do começo eu não quero, pois em outras oportunidades não obtive muitas glórias; quero ser diferente, assim como está este sentimento para mim. Está sendo tudo tão mágico, me trazendo uma paz que eu nunca provei antes e um sentimento tão bom no meu coração. Mesmo que eu seja um eterno sonhador, este é um sonho de qual eu não quero acordar e que vou lutar para que não se torne um pesadelo, mesmo depois do fim. Fim esse que eu não quero cogitar tão de imediato - e nem à longo prazo. Prefiro que no final de tudo, terminemos em reticências: assim fica mais fácil para continuar a escrever um história de amor ao lado desta pessoa.


    Chegou avassalador, sem pedir permissão para entrar e acomodou-se. Acomodou-se no mais precioso lugar que possuo e, ali, será muito bem mantido. Me encantou, com extrema facilidade, diga-se de passagem. Se provou maior do que eu idealizei ou estereotipei: surpreendente em todos os aspectos. Permitiu-me, mais uma vez, ter a esperança de lutar por algo que me pareça conveniente. Algo construtivo e palpável, sem ilusões e martírios.


    Eu sei que no começo, que eu insisto em chamar de "ponto de partida", tudo tende a se desenrolar da melhor maneira possível, até que cheguem as descobertas. Contudo, eu tenho a convicção de que será do meu feitio, como já foi em outras vezes, ignorar as "sujeiras" que forem aparecendo durante o caminho: não sou daqueles que vive unica e exclusivamente para apontar o erro do outro ou me relacionar com tal aspecto. Eu busco aquilo que a pessoa tem de melhor em si, extraio dela a mais doce essência e saboreio-a, lentamente. De corpo e alma. 


    E, assim, começo a escrever um novo capítulo da minha trama, com uma nova personagem, um novo - ou não, necessariamente - enredo e com o mesmo objetivo de sempre: a felicidade!


    Reticências...

    sábado, 30 de outubro de 2010

    Descobri

    Descobri algo muito interessante mesmo agora: o que me incentiva a conduzir-me por caminhos perpétuos e martirizantes é o puro prazer da descoberta. ADORO descobrir o irrevelável. Redescobrir aquilo que é imutável, então, é uma praxe muito estusiástica. Gosto de me perder nos labirintos da minha própria razão, que, contagiada pela emoção, se torna indecifrável. Permito-me tomar um conhecimento ampliado sobre meu ser, sabendo que aquilo que penso sempre se contradiz com aquilo que quero pensar sobre mim, ou simplesmente revela aquilo que sou e não faz parte do meu "idealizar" constante.


    Ah! E eu também soube que concedo a autonomia para me tomarem o controle, as rédeas psico-interiores. Que o que me transforma e me renova é o estar junto, sentindo [e descobrindo] a pulsação do outro, o fluxo do ar que inspira um coração para manter-se em pleno funcionamento e, também, uma alma, em [quase] constante sofrimento. Mas que fique claro que este sentimento, para mim, é algo muito mais intenso e subversivo: degusto-o com gozo e fome de quem precisa muito daquilo, afinal, eu permito-me ser assim, simplesmente complexo.


    Só ainda não descobri o que eu realmente sinto por ti. Mais que isso: ainda não descobri aquilo que sinto por mim, ou o que sinto que quero, ou o que sinto que preciso. Neste exato momento, o que eu quero é você ao meu lado. O que eu preciso, é definir o que eu quero em você. Já o que sinto por mim... bom, eu sinto que estou em constante descoberta. Descubro-me mais que respiro! 

    terça-feira, 26 de outubro de 2010

    Eu não entendi, Direito!

    Sim, eu sou impertinente e defendo impetuosamente os meus ideais, quando penso que eles valem o esforço. Quando há algo de duvidoso ou mesmo de errado neles, eu penso, repenso e, geralmente, me inclino para o lado mais correto possível. Não vejo isso como nenhum dom ou uma qualidade de se admirar loucamente. É algo muito comum, de questão de saber agir com bom senso e de lutar por aquilo que defende. Somente isso.


    Contudo, há pessoas muito orgulhosas e arrogantes que não conseguem aceitar uma crítica CONSTRUTIVA sobre algo empreendido por elas. É muito mais fácil remoer-se de rancor e devolver a sua ajuda na forma de um disparate, criando um confronto eminente. Sem contar que isso é até emocionante e radical, e até concede um certo sentimento que eleva o tão adorado, idolatrado e cultivado ego.


    Ainda por cima, isso tudo impõe um clima chato no ambiente e deixa tudo muito polarizado em um local onde o que mais se preza a aceitação e que tem como principal meta o APRENDIZADO.


    Eu não quero me fazer de vítima e nem desabafar e amaldiçoar o mundo todo severamente, não. Só fico p*to da vida quando você age de boa fé com as pessoas e elas não identificam isso, interpretam isso de outra maneira e tentam te jogar contra outras pessoas. Também não admito desistir de algo fácil: se querem guerra, guerra terão! E não irei descansar enquanto a justiça não for feita. Posso sair perdendo muito por isso, mas minha maior missão é fazer que a "sabichona" entenda o real significado da palavra "aprendizagem". Lexicamente e não-lexicamente! 


                                                     *****


    O que acontece com o pessoal que atua na área juridica, hein? Não sei, mas esse pessoal não deve saber o que realmente significa agir plenamente e sem prejudicar ao outro ou a si mesmo. Deve haver uma redoma que os circundam tão consistente que ali só possa penetrar a presunção, o orgulho, o rancor, a prepotência e o instinto de "superioridade" da "raça". É incrível que é algo meio inato, porque até mesmo os que ainda nem estão inseridos nesse contexto já fazem jus ao "perfil". 


    Quero deixar claro que eu não tenho nada contra ninguém que atue nesse ramo. Muito pelo contrário, já pensei e penso inúmeras vezes sobre a possibilidade de me especializar neste segmento. Mas, de três advogados ou estudantes de direito que eu conheço, dois demonstraram perfeitamente inúmeras características que eu citei anteriormente. Será que é uma rixa de Administradores x Advogados/Juízes? De qualquer forma, isso não é nada saudável.   


                                                  *****


    Bom, minha semana turbulenta finalmente se encerrou!
    Ela foi muito cansativa e estressante, devido a quantidade de provas acumuladas em um período muito curto de tempo. As provas em si foram até fáceis, até mesmo a de economia - esta de economia serviu para confirmar a minha tese de que o professor que nos ministra essa aula tem um instinto psico-maquiavélico.


    Agora, só faltam as apresentações dos seminários, que, provavelmente, iniciarão no meio de Novembro. Dos três que teremos, nenhum está totalmente concluído; eles estão quase caminhando para isso.


    Esta semana está acontecendo a 8ª Mostra Acadêmica da Universidade, e eu não irei participar - acho. Só irei amanhã para auxiliar uma amiga nos estudos para a prova dela de Contabilidade, e na sexta-feira para tentar descobrir qual foi a minha nota na prova de Economia (foi tão fácil a prova que eu estou me cagando para saber a nota! rsrs).


    Ahhh!... Eu irei começar a tirar a minha carteira de habilitação, provavelmente essa semana. Estou tão contente! Até parece que eu sou gente de verdade! hahahaha

    sábado, 23 de outubro de 2010

    Clarice vos fala

    Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. 
    Sou irritável e firo facilmente. 
    Também sou muito calmo e perdôo logo. 
    Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
    Sou paciente mas profundamente colérico, como a maioria dos pacientes. As pessoas nunca me irritam mesmo, certamente porque eu as perdôo de antemão. 
    Gosto muito das pessoas por egoísmo: é que elas se parecem no fundo comigo. 
    Nunca esqueço uma ofensa, o que é uma verdade, mas como pode ser verdade, se as ofensas saem de minha cabeça como se nunca nela tivessem entrado?
    Tenho uma paz profunda, somente porque ela é profunda e não pode ser sequer atingida por mim mesmo. Se fosse alcançável por mim, eu não teria um minuto de paz. Quanto à minha paz superficial, ela é uma alusão à verdadeira paz. 
    Outra coisa que esqueci é que há outra alusão em mim – a do mundo grande e aberto. 

    [...]

    Meu amor pelo mundo é assim: eu perdôo as pessoas terem um nariz mal feito ou terem lábios finos demais e serem feias – todo erro dos outros e nos outros é uma oportunidade para me amar.


    Clarice Lispector. Uma aprendizagem ou o Livro dos prazeres. ed. Rocco, 1998. p.59-60


    quarta-feira, 13 de outubro de 2010

    Pensando bem

    Hoje estive pensando sobre certos aspectos da minha vida, sobre atitudes e comportamentos que já empreendi. Muita coisa realmente me espantou. Como eu pude ser tão inocente em determinados pontos, e como eu pude me arriscar ao trocar tantas coisas boas por outras questionáveis?


    Como é possível nos privarmos tanto do mundo quando estamos enamorados à alguém? É algo tão automático. Simplesmente, quando nos damos conta, passamos a viver em função do outro. O problema é que vamos nos machucando ferozmente por dentro, mas de uma forma ao mesmo tempo "silenciosa", que não nos alerta o estrago que estamos causando à nós mesmos e àqueles que tanto estimamos/estimávamos.


    É típico da minha personalidade me relacionar intensamente com as pessoas que tenho um certo convívio ou uma determinada ligação afetiva. Os meus amigos - depois da minha família -, são os meus tesouros, que ficam guardados sob sete chaves e que ninguém além de mim conhece o lugar onde ficam. Eu prezo muito o envolvimento - mais que isso, o comprometimento - entre dois seres, mesmo que seja apenas por uma simples relação de amizade ou por outro caso de amor incondicional. Considero ambas situações, ou qualquer uma que fique entre as duas, ou que não seja nada disso, importantes. A real amizade é algo muito digno, raro e precioso.


    Só que é engraçado como nos desfazemos dessas nossas preciosidades quando encontramos a "tampa da nossa panela". Com uma espantosa naturalidade as colocamos em segundo, terceiro, quarto plano em nossa vida, na nossa realidade. Porque quando estamos em harmonia com nossos "docinhos de coco", o que importa são apenas as carícias, promessas e beijinhos que são distribuídos à torto e à direito. Acontece que amigos não são nada - nada mesmo - "ingênuos" e sabem que tudo isso passa. E adivinha quem serão os primeiros a serem chamados para dar um help em um momento de desespero? Exatamente, os Super-Amigos!


    Alguns nos perdoam, e nos recebem de braços abertos para uma nova chance de tentar fazer as coisas voltarem à normalidade. Outros guardam mágoas no coração, que podem ter se ferido durante a trajetória em que houve o distanciamento entre as partes. Cada um tem uma ação e uma reação para cada caso. Porém, eu, matutando aqui comigo mesmo, me sinto meio culpado por ter "perdido" certos "aliados" meus no percurso. Sabe, ter deteriorado nossa relação? Me sinto até como um "traidor", por ter deixado de lado algumas das minhas "preciosidades". Mas eu acredito que devemos ter uma segunda chance na vida, sempre. Claro, há coisas que não tem como ter essa nova oportunidade. Mas creio que nesse caso, é até saudável tentarmos reverter uma situação que não é tão trágica, afinal, uma amizade que se preze suportaria um pequeno deslize desses. Tudo bem, tudo bem... eu admito, foi uma bela de uma derrapada. Contudo, somos todos passíveis ao erro, e não sabemos se amanhã poderemos estar do outro lado, arrependidos por ter cometido uma besteira. E juro por tudo que é mais sagrado: agora eu realmente aprendi que não há amor que substitua uma sincera e agradável amizade, onde há constantemente confiança e perdão. E doação, principalmente.


    A vida é assim, fazer o que? Só aprendemos quando levamos algumas bofetadas na cara. Acabo de levar várias dúzias. 
    Perdoem-me, amigos! 
                                                   
                                                      *****


    Update: 


    "Quando alguém começa a namorar e deixa de lado os amigos, isso é sinal de que esse relacionamento se tornou um esconderijo em vez de proporcionar descobertas e aprendizados em conjunto. Manter os amigos é fundamental para estimular o crescimento do indivíduo."
    Os seus poderes interiores, pág. 118 - Sempre em frente
    Roberto Shinyashiki 

    É... acho que eu vivia me escondendo, então! 
    Agora fica o aprendizado para que isso não se repita futuramente.

    terça-feira, 12 de outubro de 2010

    Infância

    Ô caipirinha arretado, sô!



    Preciso dizer que eu era um ser irritante e intangível? Que eu fazia bico para tudo aquilo que não me agradava e que desde pequeno eu estampo no rosto aquilo que sinto? 

    Coitado de mim e de tantas outras crianças, que passam por situações constrangedoras só para fazer a felicidade dos tão estimados pais. Só estando encarnado na criança para saber o quanto odiávamos fazer isso - eu, pelo menos, odiava.

    Feliz Dia das Crianças! Que todos os nossos pequeninos sejam abençoados e que cresçam felizes e tenham um futuro decente. E que também possam construir um mundo melhor.

    quarta-feira, 29 de setembro de 2010

    SweetAcid Pain

    Há pessoas que não se sentem bem consigo mesmo e vivem com medo de se entregarem à um momento de exílio, de retração com seu próprio âmago. Eu, casualmente, me pego em tais momentos, ora para refletir sobre certas coisas, ora para aprender a me virar sozinho, ora para fugir um pouco da turbulência atmosférica. É saudável pararmos um pouco para pensar sobre desafios/problemas que estão em evidência no nosso cotidiano e, particularmente, não vejo forma melhor de se fazer isso de maneira proveitosa que em um simples momento de "eu contra todos". No fim das contas, nem é tão difícil bater de frente com tudo, todos e, às vezes, você mesmo. Quem sempre sai ganhando é você, que tirará uma pequena ou enorme lição dessa experiência.


    Contudo, mesmo que eu usufrua constantemente de experiências desse tipo, insisto, também, em experimentar o gosto do sofrimento, da dor e da discórdia. Deixo a leva que eles tem um doce sabor ácido e suculento, que me seduz e me incita a, cada vez mais, voltar a me render aos seus encantos. A dor não me aflige mais, ou melhor, já me adaptei à ela e somente degusto sua essência, sem mais delongas. É algo banal, mas, também, sublime.


    E com essa combinação de "momentos de ostracismo" somados à frenéticas doses de dor, eu vivo na regularidade de uma vida inconsolável e totalmente incoerente, recheada de porções alucinantes de desamores, desilusões e desacertos, com tempêros especiais provenientes do meu pranto. Tudo embalado para a viagem!

    terça-feira, 28 de setembro de 2010

    Sofro em silêncio

    Quando bate a tristeza,
    E quando o sentimento de solidão vem à tona,
    Eu sofro em silêncio, para não despertar aqueles que descansam;
    Ou, então, para não preocupar esses mesmos que me amam.


    Acoberto todo o pranto
    Por sob o meu manto. 
    Abafo cada suspiro
    Com um belo sorriso.


    A noite chora junto comigo,
    Mas eu não ligo para ela 
    Finjo que não a conheço, só olho para meu umbigo
    Deito na cama, rezo pra Deus e apago a vela.


    A vela se apaga, juntamente com meu medo.
    Para que tanto desespero?
    Uma vela, é só uma vela
    Ela acende, ela apaga, e ponto final.
    E o amor é exatamente como uma vale.


    Mesmo sabendo que minha esperança é vã,
    Sigo firme com minha fé.
    Meu temor já se tornou constante
    Até constitui o meu semblante.


    Meu orgulho... 
    Ah! Meu fiel escudeiro
    "Eu supero sozinho, não se preocupe
    Amanhã é um novo dia, apenas me desculpe".


    - Shhh! Sofra mais baixo! Não ouse acordar sua coragem.

    quarta-feira, 8 de setembro de 2010

    Vulnerável

    Queria ser só um pouquinho mais forte. Mais forte para não ceder tão fácil aos encantos ao qual sou submetido; aos sentimentos que eu tento reprimir mas para qual sempre acabo cedendo; ao sorriso enviesado que é direcionado à mim; e, também, ao olhar penetrante que entra na minha alma e me manipula completamente como se eu fosse uma marionete. 


    Tão pouco já é o bastante para me fazer voltar atrás com a minha palavra, com a minha convicção. Uma expressão de afeto já me deixa abalado, me deixa saciado. Às vezes, o que mais eu quero é sentir teu cheiro; unir tua alma à minha, fazendo-as somente uma. Um abraço, por si só, garante meu conforto. Uma palavra proferida já me deixa radiante. Pensar em você supre todo o oxigênio que necessito para respirar. 


    Só quero te amar.
    Só quero ser feliz. Ao teu lado, claro.

    sábado, 4 de setembro de 2010

    Covardia

    Não sei quanto à vocês, mas não me simpatizo com pessoas que não assumem seus atos. Ou melhor, eu as repugno! Como proceder quando a pessoa que faz isso - se for ver por outro lado, não faz - é ninguém mais, ninguém menos que seu próprio pai? Garanto que é um tanto complicado, principalmente se você é o único que ainda confiava nele.


    Acontece que meu pai se mudou para Santa Catarina, em busca de algum emprego melhor, e que, segundo ele próprio, já era quase que garantido por um primo dele. Dois meses se passaram, ele não deu nenhum sinal de vida, nem mesmo um telefonema... nada. Não deixou sequer um contato para nos comunicarmos, ou seja, vida nova, sem filhos "bastardos".

    Eu nunca guardei rancor por meu pai ou o culpei por ele não ter assumido a gravidez da minha mãe, de gêmeos (eu e meu irmão), apesar de achar isso um tanto quanto imaturo da parte dele. Tudo bem, ele, assim como minha mãe, eram jovens quando aconteceu, e é até compreensível o medo dele. Minha mãe, por sua vez, desempenhou, e muito bem, o papel de mãe-pai. Ela sempre quis ser mãe solteira, e não teve muitos problemas para nos criar, pois sempre contou com a ajuda de minha tia, minha avó e do meu avô.

    É claro que ela iria tomar suas atitudes para com ele. Logo quando nascemos, ela nem sequer nos registrou com o nome do meu pai. Depois de uma briga judicial, ele conseguiu com que ela fizesse isso, mas também conseguiu obter para si a obrigação de nos pagar pensão alimentícia. Olho por olho, dente por dente.

    Os anos se passaram, eu e meu irmão sempre mantivemos contato com meu pai depois que já tínhamos uns 4 ou 5 anos de idade; ele nos buscava para ir à sua casa aos finais de semana. Depois, quando já estávamos um pouco maiores (lá pelos 11 anos de idade), nós mesmos já íamos até lá de ônibus ou ele mesmo continuava nos buscando. Quando já havíamos entrado na adolescência, fomos para o Paraná, na casa de nossos avós, pela primeira vez. Nos anos que sucederam fomos diversas vezes com ele, todo término de ano. Por volta dos nossos 16 anos, esse contato foi se perdendo, ainda mais por parte do meu irmão, que sentia muito a ausência do meu pai e o odiava por isso; mas também por começarmos a estudar e trabalhar ou coisas do gênero.

    Eu sempre conduzi tranquilamente essa situação de não ter um pai presente, apesar de também sentir falta. Mas ao contrário do meu irmão - não que ele não faça isso, o que eu acho improvável - eu sempre o amei, e sempre confiei no nele, e até o admirei. Eu vejo que ele nos ama muito, e deve se sentir um tanto culpado por não ter acompanhado nosso crescimento. Mesmo assim, eu ainda apostava minhas fichas nele. Já chorei por falta dele, já procurei em outras pessoas me espelhar no pai que não tive, confesso. Mas sei que eu tive uma mãe que se empenhou arduamente para sempre nos conceder o melhor, e, repito, fez isso incontestavelmente bem.

    Como esse ano eu completei meus 18 anos, meu pai teoricamente não precisaria mais nos pagar a pensão alimentícia. Mas eu entrei na faculdade, o que o obriga a mantê-la por pelo menos até a minha conclusão. Como meu irmão parou de estudar, o único beneficiado era eu. Eu usufruia da pensão para poder pagar o transporte para a faculdade, que é em outra cidade. Ele pagou corretamente até o último mês (agosto). Aí, então, veio a surpresa de que ele não estava mais cumprindo com seu dever, e o pior prejudicado nessa história sou eu. Só não terei que trancar a minha matrícula na faculdade porque minha mãe vai fazer um esforço para continuar pagando o meu transporte, senão, eu já poderia me contentar com o "nada".

    Assim, eu não ligo para o dinheiro dele. Pouco me importo se ele vai ou não pagar a maldita pensão dele, mas o que me deixa furioso é o fato de que ele firmou um acordo de que ajudaria e, mais uma vez, tirou o seu time de campo. Como uma pessoa pode ser tão sem palavra, tão sem escrúpulos assim? Seja homem de cumprir com suas obrigações, poxa! Se não se acha capaz de fazê-lo, então nem se disponha a isso. Agora, também, vou agir ao mesmo nível dele, esquecendo-o completamente e vivendo como se eu nunca tivesse tido um pai.
    E não tive mesmo.

                                                  *****

    Mais uma vez o meu mundo será salvo pela minha Super-Mãe. Ela que é mais "homem" que determinados outros aí que se dizem ser um. Só dizem.


    quarta-feira, 28 de julho de 2010

    Um pisciano

    Pescar alguém de Peixes pode ser fácil, mantê-lo a seu lado é outra história... Bem, um maaaaaaar de histórias. A sua onda tem que ser muito interessante, ou você vai vê-lo desaparecer na espuma. Nem pense em querer possuí-lo, não fique achando que ele já está fisgado - é escorregadio como um peixe, fugidio como um reflexo na água.

    A pessoa deste signo pode ser uma criatura paradoxal, contrastante, contraditória, variável e, por isso mesmo, fascinante.  Não exija, ou melhor, nem se desgaste querendo que um pisciano siga um roteiro pré-fixado ou que faça exatamente o que foi combinado, não o entedie com regrinhas.
    Para agradar esse ser multifacetado, sensível e receptivo, não tenha medo de ser romântico. Se você for do tipo inspirado, um poema, um cartão escrito por você podem resultar em efeitos especiais. Cheios de fantasia, piscianos adoram cinema, melhor ainda se puderem fazer da vida um filme. Como a Água, o seu elemento, Peixes quer se dissolver, se misturar com tudo, fundir-se no Todo e viver eternamente em êxtase. E não estrague a noite falando sobre a alta do dólar.

    Não respeita limites, nem os de sua própria matéria, muitas vezes entregando-se a excessos e transbordamentos. Está sempre amando alguém ou algo, sem medidas, claro. É um amante do amor, portanto faça romance. Crie situações especiais a cada encontro. O importante é o clima, a atmosfera de sonho. Não precisa luxo e ostentação, pois o que conta mesmo é a imaginação. Isso o pisciano tem de sobra, pode até emprestar pra você.
                                                                               (Texto retirado da Internet)




    Bom, o que mais falar sobre esse signo extremamente fascinante, como foi dito anteriormente? 


    Sim, eu sou pisciano, e sim, eu ADORO isso. Por mais que falem que nós, piscianos, somos aqueles que só se dão mal no fim da história, que só sofrem e coisa e tal, viajo loucamente em meus pensamentos, sonhos, sentimentos... resumindo, minha imaginação voa! 


    Meu "mundo" é espetacular, me satisfaz de corpo e alma. Me pego muitas vezes vivendo na utopia e, mesmo quando estou no mundo real, uso disso para me dar bem: penso pelo lado bom de tudo e vejo a que ponto as coisas podem chegar. Eu sonho! São nos nossos sonhos que as melhores coisas acontecem e, portanto, nós, piscianos, vivemos intensamente.


    E digo mais: eu sei o que é amar, o que é amar verdadeiramente. Para mim não basta uma simples união ou do corpo, ou da mente. Ambas precisam estar em sintonia, afinal, nos sonhos tudo é perfeito. Se alma e corpo estão sincronizadas, eu preciso de mais: mais amor; mais paixão; mais carinho; mais emoção; mais sonhos; eu preciso de mais do outro. DEMAIS!


    Enfim, preciso sonhar [sempre], preciso viver. É claro que hora ou outra a gente acorda e o sonho acaba; isso é inevitável. Mas e daí, quem disse que tem problema? Eu recomeço a sonhar. Eu sou pisciano, esqueceu? 

    sábado, 24 de julho de 2010

    Extra-ordinário

    A vida, muitas vezes, me deixa incrédulo. Não pelo fato de como ela é, mas sim por como tudo acontece. 


    Exatamente agora, há aproximadamente uns 5 minutos, uma "ex" minha veio até aqui na minha casa, e deu uma passadinha pra me cumprimentar, como sempre. Digamos que ela foi uma das minhas primeiras paixonites adolescentes. Isso, ela foi. Naquela época eu tinha meus 13/14 anos, enquanto ela seus 11/12. Foi um romance fervoroso e que parece com aqueles contos de amor eterno. Mas não  foi. Talvez eu tenha sido o maior culpado por isso, pois não a amava reciprocamente ao nível que ela o fazia. Isso, porém, não me faz sentir culpado, não. Até hoje, em todos os relacionamentos que estive, sempre houve um em "desvantagem amorosa" em relação ao outro.


    Pois bem, o que me impressiona é como hoje são as coisas entre ela e eu. Praticamente não nos falamos, é meramente o "-Oi, tudo bem? - Bem, e você? - Também." e vácuo... e muito vácuo. O certo, para mim, seria o contrário: que no começo da relação tudo fosse vago e que, mesmo depois do rompimento, ambos tivessem a maior harmonia. Mas a vida insiste em fazer tudo ser mais complexo, e pra quem gosta de confusões, eis um prato cheio. 


    O pior de tudo é que, no fim das contas, eu fico me achando o maior ordinário do mundo por não poder fazer absolutamente nada pra mudar a "nossa" situação, afinal, eu não sou lá muito bom em relações pós-término. Será que eu sou um ordinário mesmo? 


        

    sexta-feira, 23 de julho de 2010

    Post Scriptum

    Só pra esclarecer uma coisa que eu acho que ficou muito vaga em relação ao primeiro post (pelo menos para mim ficou):


    A minha intenção com ele não era a de fazer com que ninguém tenha piedade ou qualquer coisa que seja sobre o meu jeito de ser, ok? Está longe de meus pensamentos passar essa mensagem para alguém. O real intuito de tal era de mostrar um pouco mais sobre mim, para que todos possam conhecer um pouco sobre o meu ponto de vista sobre o mundo e sobre as coisas que o compõe, e pra mostrar que não é tão monstruoso como aparenta ser, não. Mas lendo e re-lendo o mesmo, fiquei com receio de ter transparecido isso. 


    É só isso mesmo. :D

    Era uma vez o revés...

    Seria tão bom se tudo fosse como nos contos de fada, onde a vida é feita constantemente de paz, alegria e outras coisas boas, e onde, geralmente, tudo tem um final feliz. Mas na hora do "vamos ver" sempre tem um "mas" - e isso me intriga.

    Não se precisa ir muito longe pra ver como as coisas acontecem realmente, basta andar nas ruas de sua cidade ou bairro para que isso se confirme. Quantas pessoas não vivem por aí, jogadas pelas calçadas, becos ou embaixo de viadutos? Enquanto que, contraposto a isso, uma minoria vive aos risos desfrutando do maior luxo e conforto possível. Não, eu não sou um extremista que quer condenar "o Sistema". Simplesmente não me agrada ver isso tudo. E, o pior, não posso fazer nada pra mudar isso. É só um surto mesmo, desculpem-me.

    Mas o que realmente interessa pra mim é falar sobre as contradições da [minha] vida. Quem é que nunca viveu aqueles momentos de extrema polaridade, no qual em determinado tempo você está com tudo e logo depois, só "quer a morte"? Ah, se for ver bem, acho que nem todos já passaram por isso. Devo ser um caso à parte. Ainda assim, me sinto motivado a debater sobre isso, pode vir a ser útil para alguém. Ou não. Enfim.

    Eu sou bem bipolar, confesso. Infelizmente o "lado da moeda" que predomina em mim é o negativo. Isso, porém, não é motivo de viver de mal com o mundo e o fundo. A melhor saída para essa situação é estampar um sorrisão no rosto e torcer para que tudo melhore. Mas pra quem acha que a vida é mesmo um conto de fadas e só torce pra que tudo melhore, hora ou outra acaba caindo do cavalo; não adianta nada ficar esperando que tudo caia nos seus braços. Para isso acontecer é imprescindível que uma atitude seja tomada, também (Dica!).

    Me apego muito aos detalhes (fato considerado por muitos como bom, pois você realmente vê quem é quem e/ou o que), e até odeio um pouco isso. Por quê? Simples: porque ninguém se importa tanto quanto eu à isso. Exceto por alguns casos que merecem nosso apreço, MAS nem sempre o tem - no meu caso, não teve/tiveram. E por que não? Simples, também: a vida é injusta! E tudo o que eu relatei anteriormente gira em torno da injustiça. Ou quase tudo.

    Amores e desamores são da natureza humana, sim. Eu, como bom masoquista que sou, prefiro viver em conflitos, claro. Uma razão pra isso? Desconheço! Só sei que faço e não se fala mais nisso. Não estou reclamando dessa minha situação, afinal, do que adiantaria se o fizesse? Quem teria que dar um jeito nisso, unica e exclusivamente, sou eu, não? Simplesmente vivo nesse meu "habitat" sentimental e pronto. E todos serão felizes, digo, tristes para sempre. E como bom masoquista, essa "tristeza" me sacia.

    Sometimes we make mistakes. Every time, sometimes. Isso é aceitável à nós, homens, que somos propícios aos erros. Porém, um ditado popular expressa bem o que se pensa disso: "Errar é humano. Persistir no erro é burrice". Sendo assim, me considero burro! Está pra nascer pessoa que goste de INSISTIR mais do que eu. Será que, por levar em conta os detalhes, eu acredito que a pessoa não está errada? Talvez. Mas "os fins não justificam os meios" e ponto final. Sinto-me tentado a optar pelo duvidoso ao invés do certo. Será que isso é um crime? Espero que não, caso contrário...





    P.S.: Desculpem-me se não fui conciso no post. Juro que sou iniciante. Adoro a escrita, mas não sei se sou muito bom na prática.
    Espero que gostem e prometo que, aos poucos, vou pegando o jeito e aprimorando meus erros.